Tribuna do Leitor

Mãos à obra


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Há muito tempo observo a ansiedade das autoridades e empresários locais em atrair empresas e negócios para esta cidade, com o objetivo de gerar empregos, renda e arrecadação de tributos. Assim, quero apresentar duas sugestões: a primeira delas é a de oferecer às representações diplomáticas de países importantes apoio e infra-estrutura adequados para a instalação de um Consulado nesta cidade, capaz de emitir vistos de entrada para os países. A idéia parece estranha à primeira vista mas, por exemplo, basta ir ao Consulado Americano em São Paulo para verificar diariamente dezenas de pessoas de toda a região Sul do Brasil e interior de São Paulo, além obviamente daquelas da Capital e cercanias, que lá se dirigem para a entrevista pessoal com o propósito de conseguir um visto de entrada para os EUA. São pessoas que gastam com hotéis, táxis, restaurantes, lanchonetes, companhias aéreas e terrestres, empresas de turismo, despachantes, correios, que fazem transações bancárias, etc, enfim, que deixam dinheiro na Capital paulista, gerando renda e empregos e, consequentemente, tributos. Além disso, deve-se lembrar da renda e empregos gerados pela própria estrutura do Consulado e seus funcionários. Dessa forma, por que não tentar negociar, por exemplo, com o governo dos EUA a instalação de um Consulado aqui em Bauru para atender parte dos interessados em vistos?

A segunda sugestão é a de, por meio de um trabalho sério e bem feito, tentar quebrar o paradigma de que sedes e regionais de grandes empresas públicas e privadas, autarquias, etc necessariamente têm que se instalar numa capital, buscando, com isso, atraí-las para Bauru. Quando se sabe que as pessoas estão fugindo das capitais por terem se tornado caras, violentas, com trânsito caótico, etc, por que não oferecer as vantagens de uma cidade como Bauru, onde ainda se mantém uma certa qualidade de vida e, que, com certeza, resultará em menos custos? Hoje em dia, com os meios de comunicações e de transporte aéreo e terrestre existentes, a distância com os grandes centros financeiros não representa um fator decisivo a impedir a instalação de uma empresa numa cidade do interior do Estado.

Nesse ponto, vale lembrar que Bauru perdeu total ou parcialmente representações regionais de grandes empresas e pouco se fez para mantê-las operando aqui, razão pela qual acredito que se deva trabalhar seriamente para não somente atrair novas representações, mas também para trazer de volta as que daqui partiram. Ficam as duas sugestões para serem analisadas, observando que sem a determinação das autoridades públicas e sem o efetivo envolvimento do empresariado local, as buscas de novos negócios para a cidade continuarão apenas como boas intenções. (Adriano Aparecido Bruno - RG 17229438/SSP/SP)

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