A indústria farmacêutica e os avanços tecnológicos voltados para a medicina são importantes aliados do homem na busca pela longevidade. Prolongar a vida, especialmente com qualidade, é um objetivo amplamente perseguido. Um levantamento feito pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) em 2000, a pedido da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, revela que em alguns municípios da nossa região os índices de longevidade caíram. Em outros, aumentaram.
A radiografia dos 645 municípios serve para direcionar os trabalhos das pessoas envolvidas com cada uma das áreas, um verdadeiro desafio para quem está preocupado com a qualidade de vida da população.
Porém, de nada adianta as autoridades investirem em programas voltados aos ‘jovens’ acima de 60 anos se a rebeldia própria da idade impede que eles sigam as regras estabelecidas pela prevenção.
Programas públicos desenvolvidos para essa população, como da hipertensão e diabetes, esbarram no pior dos erros: o abandono, ainda que temporário, do tratamento. Conscientizar os idosos é uma tarefa que exige, acima de tudo, muita paciência e perseverança.
Os 645 municípios do Estado foram divididos em cinco grupos para a pesquisa. O último grupo é formado pelas 114 cidades que obtiveram os piores resultados. Em geral, são municípios de pequeno porte, marcados pela pobreza e incapacidade local em atingir avanços socieconômicos representativos.
Nesse grupo está Fernão, região Gália (a 40 quilômetros a Oeste de Bauru), que apresentou o menor índice de longevidade, entre 1997 e 2000. O indicador somou apenas 33 pontos, ficando abaixo da média estadual, que é de 65.
Dentre as cidades chamadas ‘saudáveis’ está Itaju (78 quilômetros a Nordeste de Bauru), que se destacou por conquistar um indicador de longevidade positivo no ranking das cidades. Apesar do baixo nível de riqueza, o município apresentou, entre 1997 e 2000, um bom desempenho na área social, aumentando de 82 para 88 o índice de longevidade. Ficou acima da média regional, que é de 67.
Com isso, a pequena Itaju, com aproximadamente 2,6 habitantes, ocupou a 6.ª posição no Estado das cidades com maior índice de longevidade. A cidade de Arealva (a 41 quilômetros ao Norte de Bauru) teve um desempenho positivo e saltou da 232.ª posição no ranking de 1997 para a 87.ª colocação no Estado, três anos depois.
Para mostrar como estão os cuidados com o ‘social’ na região, a equipe do JC visitou alguns municípios e ouviu o público-alvo para saber qual é o segredo da vida longa e saudável.