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Hora dos candidatos


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As eleições estão aí. Os candidatos também. O problema é que a vaidade faz dos possíveis bons candidatos verdadeiros trampolins para os políticos profissionais (nem sempre bons e honestos).

A política tem grande importância para a organização da sociedade: definição das leis que definem os direitos e os deveres dos cidadãos; construção de ruas e estradas, água e esgoto, segurança e proteção. Infelizmente, os donos do poder (e das riquezas), movidos por ambições pessoais (muito dinheiro no bolso), corrompem e financiam seus políticos.

Talvez seja por isso que o papa João Paulo II, em sua viagem ao Brasil, declarou que a Igreja deve participar da política. E os agentes dessa participação devem ser os seus fiéis. É preciso que pessoas honestas ocupem os cargos eletivos e promovam uma verdadeira justiça social.

Para isso, não basta termos apenas pessoas honestas dispostas a se candidatar, é preciso organização. Isso supõe que um candidato deve surgir dentro de um grupo que será o apoio desse candidato. É preciso que as pessoas que não tenham um grupo de pessoas inteligentes e combativas não se aventurem.

Isso porque os partidos convidam (e como são bons de papo) representantes de todos os setores da sociedade e têm como único objetivo que esses convidados consigam alguns votos que ajudarão a eleger o candidato majoritário (e preferencial). É necessário que esses “inocentes úteis” não se deixem enganar e passem a integrar algum grupo de pessoas de bem.

Cada otário que surge como candidato sem estrutura é mais um que enfraquece a parte decente da sociedade como força política. Assim, um grupo que vá participar da política deve escolher um candidato que seja honesto, que esteja sensibilizado com os problemas sociais, que represente os interesses dos cristãos, seja inteligente e tenha conhecimentos na área social.

Os cristãos precisam estar organizados para resolver os problemas atuais de nossa sociedade. Não podemos excluir de nosso dicionário palavras como saúde, desemprego, segurança, educação, habitação, menor abandonado, transporte, corrupção. E a solução desses problemas passa necessariamente por pessoas comprometidas com a libertação anunciada por Cristo e pela coragem dos que assumem a condição de profetas de Deus. (O autor, Mário Eugênio Saturno, é tecnologista sênior da Divisão de Sistemas Espaciais do Inpe, professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano)

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