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Chuva provoca alagamento na avenida Nações Unidas

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Pela primeira vez em 2004, alguns pontos de Bauru ficaram alagados em decorrência da chuva que caiu durante todo o dia de ontem. A via mais castigada, como de praxe, foi a avenida Nações Unidas. No trecho próximo ao Vitória Régia, o acúmulo de água assustou alguns motoristas, que preferiram caminhos alternativos a encarar a forte enxurrada, e levou parte do asfalto.

O horário mais crítico da chuva foi em torno de 14h30. No entanto, durante toda a madrugada e manhã de ontem a cidade recebeu uma chuva moderada e constante. “O problema não é a intensidade da chuva, mas a quantidade. É um volume grande de água para um solo que já está saturado”, explica o técnico em meteorologia Cássio Kleber, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), ligado à Universidade Estadual Paulista (Unesp).

De acordo com o IPMet, no final da tarde de ontem a quantidade de chuva acumulada nas últimas 24 horas era de 19,1 milímetros (mm). Desse total, 15,7 mm haviam sido registrados desde as 9h, o que indica chuvas mais intensas durante o dia do que na madrugada e na noite anterior. Em Bauru, a média de precipitação no mês de janeiro é de 220 mm.

Na opinião do técnico Kleber, porém, o quadro é normal e o volume de água está dentro do esperado. Segundo ele, há um sistema circular de nebulosidade sobre grande parte do Estado de São Paulo, sul do Mato Grosso do Sul e noroeste do Paraná. “Por esse motivo, às vezes pode chover mais intensamente em Bauru, parar um pouco se houver um deslocamento para norte, por exemplo, e depois voltar a chover durante o dia”, diz.

O prognóstico do IPMet para os próximos três dias é de que se mantenha a nebulosidade alta sobre a região, com pancadas de chuva e trovoadas em pontos isolados. “Apesar de não sentirmos por causa das nuvens, o sol neste mês de janeiro é muito quente e induz as precipitações”, declara o técnico do IPMet.

Com o volume de chuva, o rio Bauru estava com nível alto no final da tarde de ontem, mas nada fora do esperado pela Defesa Civil. O órgão não havia recebido nenhuma chamada em decorrência das chuvas. De acordo com Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil de Bauru, o sistema de galerias da avenida Nações Unidas está conseguindo suportar o volume de água.

“Se a chuva continuar nessa intensidade, as galerias pluviais conseguirão absorver bem e dar vazão à água. O problema é que a Nações sofre com esses alagamentos tradicionais, ano após ano é a mesma coisa”, aponta Brito.

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