Quando alguém aventa a possibilidade de uma eventual renegociação da nossa dívida, cujo serviço de juros impossibilita o crescimento econômico do País, alimentando e fazendo crescer a violência inominável do desemprego, imediatamente levantam-se vozes que se esmeram em falar em calote, calote que de fato ninguém deseja.
Entretanto, o mais colossal calote de que tem registro a história, deu-se em 1961, quando o presidente Georges Pompidou, da França, solicitou aos EUA a troca dos dólares de que a França dispunha pelo ouro a eles correspondente, que o mundo supunha estivesse guardado em Fort Knox. Supunha porque foi este o compromisso que os 12 bancos, todos privados, que emitem a moeda americana, assumiram para terem o privilégio de, com exclusividade, emitirem a referida moeda: a cada dólar emitido, haveria o depósito de uma certa quantidade de ouro, a ser armazenado naquele Forte. Pois bem, pasmem os leitores, a resposta do governo americano ao governo francês foi que o referido ouro “não estava disponível”.
A este colossal calote foi dado o nome, perfeitamente inócuo, de “quebra do padrão ouro”. E continuou a prevalecer a moeda americana como padrão monetário referencial mundial, tal como fora estabelecido na Conferência de Bretton Woods, no apagar das luzes da 2.ª guerra mundial.
Por incrível que possa parecer ao leitor, a verdade é que a economia e as finanças mundiais sofrem a tremenda influência de meia dúzia de acionistas de bancos particulares, que outra coisa não é senão o que estamos informando aos leitores e propondo à sua reflexão, o famoso FED, cujo presidente, “nomeado” pelo governo americano é, no momento, Allan Greenspan, que foi indicado para o cargo ainda no governo Clinton, reconduzido por George Bush e, novamente por George W. Bush. Ou seja, não importando qual o partido, democrata ou republicano, no exercício do poder aparente. Justifica-se, portanto, a curiosidade sobre quem, de fato, nomeia quem...
Os fatos acima relatados, podem, e devem, ser verificados pelo leitor interessado. Para tanto, bastar-lhe-á reunir 12 notas de dólar, das letras A a L, e ver que são 12 bancos particulares, todos tendo os nomes maliciosamente se iniciando pelas palavras Federal Reserve Bank, o que lhes dá a aparência de organismos oficiais.
Ultimamente, como a estarrecedora verdade que estamos informando já começou a alcançar a opinião pública, foi mudado o desenho das novas notas de dólar, cuja esmagadora maioria, porém, no mundo, continua a ser daquelas a que nos estamos referindo.
O autor, Jorge Boaventura, é colaborador do JC.