Li a reportagem no JC (23/1/04, pág. 5) sob o título “Criticado, bônus da educação pode ultrapassar R$ 3 milhões.” Primeiramente, meus cumprimentos pela excelente matéria. Não resisti de deixar de remeter à prezadíssima repórter, os documentos anexos para seu conhecimento e apreciação, inclusive, solicitar-lhe a fineza especial, se possível, a viabilidade de publicar matéria sobre o assunto em favor dos professores aposentados.
Entendo a exclusão dos professores aposentados do Bônus Mérito e Bônus Gestão, pagos aos professores da ativa, política salarial desumana e deseducativa.
Justamente neste ano de 2004, que entrou em vigor dia 1 de janeiro o Estatuto dos Idosos, é inconcebível que esse fato aconteça.
Estatuto dos Idosos não pode ser apenas mensagens líricas e ocas, deve constituir em valorização, reconhecimento, reconhecimento no aspecto também material, ressaltando a missão cumprida dos inativos. Será que só se preserva e se respeita patrimônio histórico, estrutura física de prédios, monumentos e objetos materiais? E os velhos trabalhadores são simplesmente descartáveis?
Constata-se em tais atitudes que a crise que o Brasil vive ou a própria humanidade, não é crise econômico-financeira, mas sim, crise de alma, de sensibilidade humana, educação para a responsabilidade.
Como professor aposentado do magistério estadual, não estou reivindicando reportagem no aspecto individual, mas dos professores aposentados em geral, fazendo ver aos governantes e à sociedade em geral que tudo que se usufrui no presente, foi luta, sacrifício das pessoas no passado. Ressalte-se: a juventude é passageira, mas velhice é permanente.
Renovando meus cumprimentos à ilustre repórter, antecipo meus agradecimentos pela proverbial acolhida que me dispensar, subscrevendo-me com admiração, consideração e respeito.
Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado do magistério estadual