Economia & Negócios

Caixa altera regras para o penhor

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A Caixa Econômica Federal (CEF) alterou algumas regras para a concessão de empréstimo mediante penhor de jóias. O limite máximo para o valor emprestado foi reduzido de R$ 80 mil para R$ 15 mil por pessoa. Além disso, está sendo exigido o comprovante de residência de quem solicita a operação.

De acordo com o gerente de mercado Olair Ribeiro Filho, do Escritório de Negócios (EN) da Caixa em Bauru, um dos objetivos das novas regras é evitar o uso do penhor para práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro. “Isso vai dar garantia maior para evitar o penhor de jóias furtadas ou roubadas”, declara.

Segundo Ribeiro Filho, a instituição também pretende manter as operações de penhor dentro da região em que reside o solicitante. No caso de um morador de Bauru tentar penhorar jóias em São Paulo, por exemplo, o gerente de mercado afirma que ele terá dificuldades. “O funcionário que estiver fazendo a operação poderá fazer um depuração melhor, uma entrevista mais detalhada, porque está fora do que a gente pretende. As pessoas devem fazer as operações na sua região”, afirma.

Para a quase totalidade dos ususários do penhor da Caixa, as mudanças no teto do valor do empréstimo não farão diferença. Dos contratos da modalidade no País, 95% estão abaixo de R$ 500,00. Apenas 0,1% do total tem empréstimos com valores que superam R$ 15 mil. Em Bauru, segundo Ribeiro Filho, o quadro é o mesmo. “Não vai haver alteração nenhuma para a maioria das pessoas”, diz.

Na região de Bauru, o ano de 2003 fechou com cerca de 14 mil contratos ativos. Somente no município, são pouco mais de 8 mil. O empréstimo é realizado em Bauru na agência Central da CEF. Na região, o contrato pode ser feito nas cidades de Jaú, Lins, Marília e Botucatu.

Para 2004, a Caixa pretende abrir mais 100 postos de penhor. Ainda neste ano, a instituição pretende aplicar R$ 5,6 bilhões na carteira, um aumento de 40% em relação à movimentação de 2003. Um dos principais motivos para essa “aposta” na velha modalidade do penhor é a queda nos juros cobrados.

No final do ano passado, a taxa para empréstimos de até R$ 300,00 (que representam 82,4% do total de contratos) caiu de 3,3% para 2,53%.

Acima desse valor, os juros são de 3,22% mensais. Ribeiro Filho declara que, se houver novas reduções na taxa básica de juros (Selic), a tendência é diminuir os juros da modalidade. “A taxa de juros vinha caindo durante o ano conforme a taxa Selic vinha sendo reduzida pelo governo”, diz.

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