A Diretoria Regional de Ensino de Bauru recebeu 350 inscrições de universitários interessados em participar do programa Escola da Família - Espaços da Paz, que tem como objetivo abrir as escolas estaduais para a comunidade nos finais de semana. Desse total, 133 serão selecionados para receberem uma bolsa de estudo em troca do trabalho prestado.
A coordenadora do programa em Bauru, Maria de Fátima Flauzina Dias, afirma que a escolha dos aprovados está sendo feita por uma comissão da Secretaria de Estado da Educação. O resultado deve ser divulgado até amanhã.
Ela explica os critérios de seleção adotados. “A prioridade é para os alunos que são oriundos do Cefam (Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério). Depois, para os voluntários que já trabalhavam nas escolas há um ano ou mais. Por fim, para os menos favorecidos financeiramente”, diz.
Em Bauru, aderiram ao programa a Universidade do Sagrado Coração (USC), Universidade Paulista (Unip) e Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb-Preve). Os universitários que desenvolverem as atividades nas escolas estaduais terão um desconto de R$ 552,00 nas mensalidades. Metade do valor é custeado pelo governo do Estado e o restante pela instituição de ensino.
Quem estuda em universidades públicas também pode se candidatar ao programa, mas neste caso o trabalho é voluntário, sem remuneração. “Poucos têm nos procurado”, revela Dias.
Ela esclarece que os alunos de instituições particulares que não forem selecionados continuarão cadastrados na Diretoria Regional de Ensino. “Eles poderão entrar no programa posteriormente, conforme os outros forem se formando”, comenta.
Histórico
O Programa Escola da Família foi lançado pelo governo estadual em agosto do ano passado. Desde então, 148 universitários são responsáveis pelas atividades nas 49 escolas da Diretoria Regional de Ensino em Bauru.
A universitária Vislene Oliveira, que cursa o 3º ano de pedagogia na USC, trabalha desde o início do projeto na Escola Estadual Joaquim Rodrigues Madureira, no Parque Vista Alegre. “Dou aulas de informática”, diz.
Ela confessa que foi atraída pela possibilidade de ficar livre das mensalidades. “De início, a bolsa integral foi o que me chamou a atenção, mas depois a gente acaba se envolvendo com os alunos”, argumenta.
A coordenadora do programa lembra que parte dos 148 universitários que integraram o Escola da Família no ano passado deixou o programa. “Alguns deles se formaram e devem trazer uma declaração para que possamos dar baixa em seus cadastros”, explica.
Os demais também estão garantidos até o final do curso. “Eles precisam apenas confirmar o cadastro, mas perdem a bolsa se desistirem no meio do caminho”, alerta.
Apesar das férias universitárias, o Escola da Família prossegue normalmente. Ele foi interrompido apenas durante duas semanas, no final de 2003, para as comemorações do Natal e Ano Novo.