Polícia

Polícia Comunitária quer achar vítimas que não registram BOs

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A Comissão Regional de Polícia Comunitária, que reúne representantes do setor empresarial, de universidades, da Polícia Militar (PM) e da sociedade civil, pretende iniciar um trabalho com as vítimas de crimes praticados em Bauru que não procuram as delegacias ou a própria PM para efetuar o registro de boletim de ocorrência (BO).

O presidente do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Carlos Plácido da Silva, explica que os bancos de registros de ocorrências criminais não são uma amostra fiel à realidade justamente porque vítimas de crimes como furto e estupro decidem por não procurar a polícia.

“Boa parte da população, quando passa por uma situação de dano, não registra um BO. Pretendemos trabalhar isto no sentido de fazer um levantamento da realidade, até mesmo para poder dar um apoio maior na atuação da própria polícia”, diz.

O comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), tenente-coronel José Alexandre Borin, completa que a intenção da comissão é desenvolver uma pesquisa sobre a vitimização na cidade e ainda mapear os locais onde a criminalidade acontece e onde a população mais deixa de procurar a polícia.

Além deste tema, o grupo, que se reuniu ontem pela manhã na Unesp, discutiu a aceitação de programas da PM como o Jovens Construindo a Cidadania (JCC) e o Programa de Resistência à Droga e à Violência. Segundo Borin, pesquisas realizadas por professores da Unesp apontaram que 95% das famílias envolvidas analisaram positivamente a atuação da PM e dos programas entre a comunidade.

“Também pretendemos dar seguimento a um estudo sobre a relação da criminalidade com a luminosidade nas ruas. Sabemos que as ruas de Bauru são mal-iluminadas e que isto pode ser um fator importante para os crimes”, diz.

A próxima reunião da comissão deve ser realizada no dia 18 de fevereiro.

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