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A reforma ministerial


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em busca de administrar o País no seu primeiro ano da presidência, tentou demonstrar suas preocupações públicas, assim que completara o primeiro ano no cargo, quanto às atividades desenvolvidas segundo seu próprio elenco, e criado sob seu apoio ministerial, cuja incumbência jamais pensaria ter que organizá-lo a toque de caixa. Ainda que tendo em vista o absoluto apoio da força gerada no seu próprio partido de então, sentiu-se largamente reforçado e publicamente invulnerável, capaz de mostrar e vergar-se à aceitação do convívio com cidadãos de outras áreas de partidos genericamente políticos, porém (supostamente capacitados), certamente sob garantias de reforço nos passos iniciais, no decorrer do primeiro ano da presidência do petista Lula.

Assim é que bem ou mal, aproveitadas ou não, todas as figuras teriam sido selecionadas distintamente quanto às respectivas pastas ministeriais, num total de 25, e que, segundo se supõe, teriam sido selecionadas apenas quanto às qualificações profissionais de cada candidato selecionado, independente da origem partidária. Foi assim que, tendo em vista a necessidade prioritária de organizar a formação ministerial, que somente cabe à presidência, tal como coube ao presidente Lula concluir a respectiva formação num total de 25 pastas, divididas para 23 ministros e duas ministras, apoiado por seus próprios assessores. A eufórica conclusão levada a efeito a toque de caixa, entretanto, teria sido, a nosso ver, concluída sob a obrigatória negação e (fechando os olhos) a intromissão de quaisquer tipos de presença partidária, possivelmente (quem sabe se a propósito), foi uma nova criação festiva e oportuna a todos os partidos e partidários políticos que participam das eleições ocorridas em nosso País. Ou a presença oportuna e solidária às festividades dos poucos esquerdistas e partidários daqui de Bauru. Quem sabe se até alguém que teimasse em manter-se esquerdista, e por isso quisesse festejar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ou a outro), assim como ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (antigo jovem esquerdista) ou ainda a tantos outros que certamente já se hajam esquecidos do comunismo ou acordaram para finalmente livrar-se definitivamente do antigo peso...

O primeiro ministério proposto com o número de 25 pastas, entretanto, segundo se percebia, não satisfazia totalmente a presidência e, ultimamente, já se falava em reformar o ministério, que porém, foi mantido no primeiro ano presidencial. Assim a reforma ministerial concluída neste 23 de janeiro, foi publicada na mídia do dia seguinte, 24/01. Esta sofreu exclusão de dois ministros (um cidadão e uma cidadã), mas se recompôs com as duas “novas pastas”, contando também com “outras duas mudanças”.

Obrigação cumprida, o presidente Lula participou da festa no Ibirapuera pelos festivos 450 anos de aniversário da cidade de São Paulo, seguindo de imediato ao aeroporto e voou para a Índia. Que seja feliz, mas cuidado... Convém escutar a sabedoria dos 78 anos... – Fico por aqui.

O autor, José Almodova, é professor universitário e mestre em Projeto Arte e Sociedade/Unesp/Bauru. É colaborador do JC – E-mail: almodova@ig.com.br

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