Política

Duílio Duka assume regional da CUT

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Os sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) definiram, em reunião realizada ontem, o nome de Duílio Duka de Souza como o novo dirigente da subsede Bauru. A reunião contou com a presença do presidente estadual da central, Edilson de Paula Oliveira. O JC publicará entrevista especial com o dirigente estadual na edição do próximo domingo.

Além do processo interno de escolha, os cutistas definiram que o tema central de ação neste ano será a “conscientização pelo emprego”. Em sua fala na plenária, Duka enfatizou a agenda em torno do emprego e ainda apontou para a necessidade da ação sindical atacar a exploração de menores, sobretudo do ponto de vista sexual.

A indicação de Duka era esperada entre os sindicatos filiados. Ele pertence à corrente “Articulação”, que é majoritária dentro do movimento sindical. Ele assume o lugar de Paulo Vieira Lima, que também integra a mesma ala dentro da CUT.

Duka milita junto à representação de classe dos professores e dirigiu a Sindicato dos Professores da rede oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) por vários anos.

Ocupação do solo

Mas os cutistas também reforçaram as ações que já estavam em andamento. O diretor estadual da CUT, Francisco Wagner Monteiro, salienta que a subsede está atenta às questões da ocupação do solo e agricultura familiar.

Em Bauru, ele destaca a exploração de terras públicas abandonadas na região do Horto Florestal. “Vamos intensificar essa ação porque o que está acontecendo é uma acomodação das autoridades para beneficiar posseiros no Horto. Isso inclui a obtenção de liminares de desapropriação e um jogo de empurra entre Estado e União para não resolver a destinação da área para reforma agrária”, cita.

Monteiro amplia que uma área de 5.423 hectares está abandonada sem resolução. “Grileiros estão se beneficiando de medidas que incluem obtenção de liminares para quem não é proprietário dessas terras. As instituições deixam a situação perdurar para que perdure a exploração da terra com a retirada de toneladas de madeira. A idéia é resolver a questão quando a exploração do solo não mais render para os grileiros”, critica.

As terras na região do Horto Florestal foram destinadas para fins de reforma agrária através de decreto publicado pelo ex-governador Mário Covas. Mas o Estado não consegue regularizar a documentação para a posse da terra junto à União.

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