As três primeiras Câmaras Municipais do Brasil foram instaladas em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. A de Salvador é uma instituição quadricentenária. Foi instalada em 13 de junho de 1549.
Era composta inicialmente pelo conselho de vereança: dois juízes ordinários, três vereadores e um procurador.
Suas atribuições: fiscalizar a vida da cidade; administrar os seus bens e fiscalizar os atos do governador.
No século XVII foi ocupada pelos holandeses, que, quando a abandonaram, tentaram incendiá-la, deixando-a em ruínas e destruindo todo seu acervo documental.
São Paulo
A Câmara Municipal de São Paulo é uma das mais antigas do Brasil. Este ano, completou 444 anos ao mesmo tempo que a cidade fez 450 anos. Fundada em 1560, apenas seis anos após a formação de São Paulo, a Câmara também tinha função fiscalizadora, além de exercer o papel de polícia e juiz.
Naquela época, não havia distinção entre os Poderes Executivo e Legislativo. Ambos eram exercidos pelos vereadores.
Ela também era conhecida como Casa do Conselho. Desde o início de seus trabalhos, os vereadores se preocupavam com questões como segurança das casas, asseio no comércio de mercadorias, limpeza dos matadouros construção de muros para cercar os cemitérios.
Rio de Janeiro
Fundada em 1565, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro era formada, inicialmente, apenas por um procurador e um Juiz ordinário. Votavam todos os homens adultos, válidos, brancos, livres, com residência fixa e sem passado criminoso. Não podiam votar judeus, negros, trabalhadores braçais, estrangeiros, mulheres e artistas.
Era atribuição da Câmara a administração urbana da cidade, que incluía secamento de pântanos e lagoas, abertura de ruas, consertos de fortificações e concessão de terras públicas. Também atuava no combate ao crime e funcionava como um tribunal de pequenas causas.
Além disso, era responsável pela manutenção do pelourinho, um poste de alvenaria ou madeira com o brasão do município onde eram afixadas ordens do rei, sentenças e punições de pequenos delitos.
Apesar de grande prestígio, os parlamentares recebiam como salário apenas cera para fazer vela, pois era muito honrado servir à municipalidade e uma ofensa receber pagamento em dinheiro por isso.