Depois de quase 11 anos trabalhando na paróquia de São Benedito, na Vila Falcão, o padre Carlos Antonio Pessôa realiza hoje, às 19 horas, a sua última celebração em Bauru. Ele está se transferindo para a paróquia de Santa Luzia, em Duartina, e será substituído pelo padre Pedro Jorge Sartório, que era vigário da paróquia do Senhor Bom Jesus.
Natural de Lajes (RN), padre Carlos iniciou a sua vida religiosa na Congregação dos Padres Vocacionistas. Em 1984, se mudou para um seminário no Rio de Janeiro e, seis anos depois, foi ordenado em Nápoles, na Itália, onde fica a sede da congregação.
Ele chegou a Bauru em 1993, depois de trabalhar dois anos em um projeto na periferia de Salvador (BA). Ligado à Renovação Carismática, o sacerdote mistura a liturgia tradicional a cânticos e coreografias e, quinzenalmente, celebra a Missa da Fraternidade, que reúne centenas de fiéis.
Durante a celebração, um dos temas que o pároco aborda é a cura. Para ele, a fé, aliada à vontade de Deus, é capaz de exterminar as doenças.
Além da Missa da Fraternidade, o padre estimulou, em 1995, a criação de uma creche que atende cerca de 120 crianças carentes. Posteriormente, também foram implantadas na paróquia de São Benedito uma casa para adolescentes vítimas de maus tratos e um espaço para idosos abandonados.
O sacerdote é autor de seis livros e, em 1999, gravou o CD “Plantando o Amor”. Atualmente, ele está estudando a possibilidade de lançar uma nova publicação.
Recepção
Questionado sobre o que está levando como recordação de Bauru, ele afirma que é a receptividade das pessoas. “O acolhimento do povo foi muito grande”, afirma.
O pároco explica que foi ele quem pediu ao bispo diocesano de Bauru, dom Luiz Antônio Guedes, para ser transferido. “Todos conhecem meu jeito de renovar as coisas e achei que era o momento de evangelizar em outro lugar”, justifica. O padre assume os trabalhos em Duartina no dia 6.
A Diocese de Bauru, que engloba 14 municípios, anunciou a troca de comando em quatro paróquias da cidade. As transferências costumam ser rotineiras na Igreja Católica. Os padres são transferidos, em média, a cada seis anos.