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Unesp tem defasagem de servidores

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru tem uma defasagem de pelo menos 29,05% de servidores técnico-administrativos em seu quadro de funcionários. O número de docentes também está aquém do que seria ideal para o correto andamento das aulas e projetos, mas a instituição não possui dados fechados sobre a defasagem no setor.

De acordo com o presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) de Bauru, José Carlos Plácido da Silva, atualmente a Unesp conta com 193 funcionários técnico-administrativos, que trabalham nas secretarias das faculdades de Ciências (FC), de Engenharia (FE), de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e do Colégio Técnico Industrial (CTI), nos setores administrativos na vigilância, limpeza e manutenção, entre outros. A reitoria da instituição apontou, no ano passado, que o número ideal para o quadro de funcionários no câmpus seria de 272.

“O reitor (José Carlos Souza) Trindade requisitou a definição do sub-quadros de funcionários porque há uma defasagem grande. As contratações estão previstas no orçamento de 2004, mas não há como atender isto de imediato, porque também há as outras unidades”, afirma Plácido.

A defasagem é provocada, principalmente, pelas aposentadorias de funcionários e também pela grande quantidade de servidores em licença.

Na opinião do diretor de serviços do câmpus, Mário Frenhe Júnior, outro fator importante que contribui para que o número de funcionários seja insuficiente é o crescimento sofrido pela unidade de Bauru nos últimos anos, com a construção de novos blocos e prédios.

“Praticamente em todas as áreas há essa defasagem. A vigilância do câmpus, por exemplo, trabalha com um número fixo de servidores, mas a cada instante surgem novos prédios. O câmpus está se expandindo, temos duas portarias, e fica mais difícil a questão da limpeza, da jardinagem”, argumenta Frenhe.

O agente de vigilância Wilson Pereira comenta que o câmpus tem cerca de 30 agentes, trabalhando em três turnos. Ele concorda que manter a cobertura total da unidade fica complicado a medida que alguns funcionários se aposentam e não são substituídos. “É uma área muito grande, é difícil cobrir tudo”, diz.

Segundo Pereira, existem problemas de segurança dentro do câmpus, como roubos e furtos. “Mas nunca aconteceu nada grave, se olharmos o número de pessoas que freqüentam e passam por aqui todos os dias, poderia ser pior. Isto poderá ser evitado com um número maior de servidores”, indica.

O presidente do GAC afirma que um cronograma está sendo organizado com o objetivo de definir a liberação dos cargos e a contratação de novos servidores, através da realização de concurso público. Mas a previsão para suprir a demanda não é muito otimista.

“Estimamos que a Unesp demore cerca de cinco anos para repor os servidores de todos os câmpus. E ainda não estamos contando o impacto das aposentadorias motivadas pela reforma da Previdência. Este deve ser outro fator determinante para aumentar a defasagem nos próximos meses”, estima Plácido.

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