Como bom palmeirense, fiquei muito decepcionado com a publicação (Edição 11.438), neste conceituado espaço jornalístico, das agressivas palavras do amigo corintiano Antônio Ribeiro Corrêa, a respeito das conquistas do seu time de futebol em relação ao meu querido Palmeiras. Que me desculpe os demais amigos corintianos comportados, mas tenho que registrar minhas considerações, em resposta: 1- Que todos os títulos que o Palmeiras conquistou foram incontestáveis e os comemoramos com a cabeça erguida, ao contrário, como a história nos mostra, nos títulos corintianos houve, na maioria das vezes, aquele “contentamento descontente”; comemorações moralmente contidas; aquela falta de capacidade total, fazendo-se o uso, para tanto, senão vejamos: a) do apadrinhamento da federação (ex: compra do Marcelinho Carioca); b) das interferências nos resultados (ex: punição do Dualib); c) da ajuda de arbitragem = ex: Castrile x Portuguesa de Desportos, onde tivemos pênaltis vergonhosos; árbitro x Santos, com um gol impedido, quase nos acréscimos - atacante participou da jogada (caso contrário interceptaria a bola) no chute do Ricardinho; Símon x Brasiliense, uma vergonha indescritível; árbitro x “torneio mundial”, onde o Coríntians foi convidado, talvez por influência direta do declarado corintiano Eduardo José Farah - presidente da FPF naquela oportunidade, sem ao menos ter conquistado o título sul-americano, deixando-se de fora clubes grandes do nosso país, que já foram campeões sul-americanos, como o Cruzeiro, Grêmio, Flamengo e o Santos, e inclusive o Palmeiras, que era o atual campeão da Taça Libertadores da América, e o Corinthians, naquela oportunidade, classificou-se para aquela fase final por saldo de gol, com aquele episódio da bola ter batido na trave, voltado quase três metros e o juiz ter validado como gol regular, afinal, o Corinthians considerado como time de maior torcida, tinha que ser campeão para não frustrar os brasileiros da perda do patrocínio do Brasil como país sede, para sediar a Copa do Mundo que fora para o Japão/Coréia. O “torneio mundial” foi de uma expressão tão grande, que os integrantes dos clubes internacionais, como participantes, foram ótimos turistas. Digo ainda, que se o Palmeiras fosse colocar uma estrela para cada torneio que conquistou no exterior, estaria estampada na camisa uma constelação, inclusive com a mesma estrela que o Corinthians colocou pela conquista deste “torneio mundial”, quando o meu Palmeiras também o conquistou, nas mesmas condições de reconhecimento pela Fifa, em época anterior. É por estas e outras, e, principalmente pela falta de modéstia e humildade, que o Corinthians hoje é o time mais odiado pelas demais torcidas, sendo considerado pelos próprios corintianos como um alienígena time de futebol do nosso país, torcendo sempre contra todos os demais, sem exceção, em competições internacionais (ex: vestiu a camisa do Manchester, na final do verdadeiro e único campeonato anual e mundial interclubes, realizado Japão, na final contra o Palmeiras, como se não fôssemos todos brasileiros, proporcionando-se, naquela oportunidade, uma enorme e vergonhosa falta de brasilidade e de patriotismo, afinal o Palmeiras era o legítimo representante do nosso país, independentemente das adversidades internas), além do que, a grande maioria da torcida corintiana considera-se uma nação dentro da nossa própria nação, julgando-se, assim, por demais superiores; 2- Sempre me refiro ao Corinthians como time de futebol e não clube, pois nem mesmo estádio de expressão possui, a não ser o modesto campo de “pelada” do “Parque São Jorge”; 3- Como diz o nosso comentarista global: “A regra é clara”, e por ela o Corinthians nem poderia participar do campeonato de elite (1.ª divisão), uma vez que não possui seu próprio estádio de futebol, com a capacidade mínima exigida de público. Isto também é uma injustiça, pois todos os anos deparamos com os times que conquistam seus acessos e para não serem barrados, reformam seus estádios às exigências da lei. 4- O Palmeiras também é um clube de tradições, e como tal deve ser respeitado, isto é, nas vitórias, empates ou derrotas, pois em futebol há sempre o próximo jogo, o próximo campeonato, o próximo dia.
Natalino Guedes da Silveira - RG 27.300.283-1