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Infância é melhor período para aprender outra língua

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 4 min

Já está comprovado que a criançada aprende com muito mais facilidade do que os adultos uma nova língua. A garotada desde cedo começa a ter contato com o inglês na escola e outras praticam uma segunda língua em casa. Especialistas explicam que, na infância, é mais fácil a criança registrar uma segunda língua e até mesmo uma terceira, mas o importante é que seja de forma suave e interativa.

De acordo com informações da Futurekids, ao vivenciar uma segunda língua as crianças estão expostas a diferentes linguagens: oral, corporal, audiovisual, sensorial entre outras. Assim, todos têm a oportunidade de ouvir e contar histórias, cantar e dançar, correr e pular, colorir e recortar, brincar e dramatizar, plantar, participar de experiências culinárias, enfim, usar de todos os sentidos e expressar seus sentimentos.

Na infância, fica mais fácil assimilar uma língua estrangeira, pois a criança é curiosa e gosta da repetição. Naturalmente, ela descobre o novo idioma e se familiariza a ele.

Em São Carlos, o psicólogo e pesquisador Nelson Bergonso desenvolveu um método para alfabetizar crianças com idade a partir dos 3 anos em português e inglês. Denominado Método de Alfabetização Bergson, a criança aprende usando o corpo como cartilha. “A estimulação motora está diretamente ligada ao desenvolvimento da inteligência”, explica o pesquisador. O método dispensa o uso de lápis e busca no corpo o caminho para a alfabetização. No momento certo, a própria criança sente a necessidade de escrever. Segundo educadores que já conhecem o método, as crianças superam até dificuldades na fala e coordenação motora.

Escola dá o início

Normalmente, as escolas particulares oferecem cursos extras de línguas para seus alunos, além da aula semanal. As crianças vêm a possibilidade de aprender um novo idioma com bastante naturalidade e já pensam no futuro.

Beatriz Ferreira Carrara tem 11 anos e fará a 5.ª série no Colégio Fênix. Para ela, estudar inglês também é uma forma de se preparar para a faculdade. “Eu faço inglês e espanhol, pois sei que no futuro vou precisar para ler os livros da faculdade”, comenta a garota.

Ela tem mais facilidade em aprender a língua latina. “Acho que o espanhol fica mais fácil porque eu gosto mais e é parecido com a língua portuguesa”, explica. Beatriz comenta que mesmo fazendo inglês desde os 4 anos, o espanhol ainda torna-se mais fácil. “Agora, vou fazer inglês também no período da tarde. Eu tenho amigas que sentem mais facilidade com o inglês e acham o espanhol difícil”, acrescenta.

“Eu gosto de aprender as duas línguas, a gente treina conversação, faz leituras. O inglês também me ajuda quando navego na Internet”, lembra.

Outra forma que Beatriz encontrou para se familiarizar com o inglês é ouvindo músicas. “Eu tenho alguns CDs em inglês e fico tentando compreender as letras. Alguma coisa eu entendo, mas, às vezes, fica difícil. Pego a letra da música, algumas eu tenho a tradução”, explica.

A Beatriz também quer aproveitar a fluência em outros idiomas para visitar outros países. “Primeiro, eu quero conhecer os Estados Unidos, apesar de eu gostar mais de espanhol”, comenta, salientando que também tem curiosidade em visitar a Espanha.

O Heitor Corrêa Figueiredo tem 9 anos e faz a 4.ª série no Colégio Interativo. Ele gosta muito de inglês e não abre mão de suas aulas. “Eu entendo quase tudo, aproveito bastante o que eu sei de inglês quando estou na Internet, que tem muitos sites na língua inglesa, e também em jogos”, comenta.

Em suas aulas semanais, Heitor busca praticar a conversação e conhecer novas palavras. “Eu presto atenção e memorizo rápido. Tenho bastante facilidade”, conta Heitor. Ele prefere os momentos em que pode praticar a língua: “A conversação é a parte que eu mais gosto”,

Apesar de não ter tido a oportunidade de conversar diretamente com um estrangeiro, Heitor diz que espera por esse dia. “Entender a escrita é mais fácil, quero falar com alguém que fale só o inglês. Na Internet é só escrever mesmo.”

Depois de conhecer a língua inglesa, Heitor quer aventurar-se por um novo idioma, o japonês. “Sei que não é fácil, mas quero tentar. Um dia vou visitar o Japão”, comenta.

Apesar de ser um aluno bastante aplicado, Heitor conta que percebe que o inglês é mais fácil de aprender do que o português. “Gosto de estudar, qualquer matéria, mas o inglês não tem tantas regras como o português”, finaliza.

A dica da Beatriz para aqueles que são contra aprender um outro idioma é insistir. “Às vezes, você não se adapta muito ao professor, ao método, mas é importante tentar novamente. A hora que você vê, começa a gostar e sentir facilidade em aprender.”

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