Polícia

Cães farejadores já procuram drogas em cartas nos Correios

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) de Bauru e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) assinaram ontem o convênio que visa reduzir e prevenir o envio de entorpecentes via envelopes e pacotes, com a ação de cães farejadores. Eles são especializados em localizar drogas e podem distinguir até quatro tipos diferentes de entorpecentes. Os três cães da PM deverão visitar o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) semanalmente.

O cabo Nivaldo Gonzales Pereira, que é um dos responsáveis pelo treinamento dos cachorros, explica que eles não são ensinados a localizar a droga, mas sim condicionados a procurar um brinquedo, como uma bolinha de borracha, que é associado ao entorpecente. “Isto é uma brincadeira para ele. Você desperta a atenção do cão para um brinquedo, escondendo para ele achar. No início, ele procura a bolinha pelo cheiro de borracha ou pelo seu cheiro mesmo, que ele sente ali”, comenta.

A PM de Bauru conta com dois cães labradores e uma fêmea springer spaniel treinados para localizar drogas. Em uma demonstração realizada ontem, dois deles conseguiram encontrar uma pequena porção de maconha escondida pelos policiais no meio de outros pacotes. Ao identificar o cheiro da droga, os dois tentam abrir as caixas, raspando as patas e latindo para os treinadores, indicando o local onde identificaram o cheiro.

Cerca de 800 mil correspondências, entre envelopes e pacotes, passam pelo CTCE diariamente, distribuídos para todo o Centro-Oeste de São Paulo. Para o diretor regional dos Correios, Vitor Joppert, a parceria da empresa com a PM é uma experiência inédita no Brasil. “Em alguns Estados, ocorre coisa parecida nos setores de exportação ou quando uma fiscalização é realizada, mas não é uma coisa regular como será aqui”, afirma.

De acordo com o tenente Jorge Luís Dias, que está respondendo pela 4ª Companhia da PM, as visitas dos cães ao CTCE serão semanais, em dias alternados. Posteriormente, a intenção da PM é aumentar os intervalos entre as fiscalizações. “A tendência é que os infratores percebam a ação da polícia e diminuam o envio de drogas através dos Correios”, conclui.

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