Economia & Negócios

Aumento de alíquota na indústria poderá provocar mais demissões

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Na opinião do vice-presidente regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube, a nova alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) deve ocasionar um aumento de até 2% sobre o que as empresas pagam atualmente com o tributo. Com a atual situação do mercado e baixo poder de compra da população, uma das saídas para que as empresas não repassem o aumento ao produto final seriam as demissões.

“As empresas terão uma compressão da margem de lucro e elas passam a ter uma situação mais difícil do que já se vem acumulando nos últimos anos. Espero que não ocorram demissões, mas a tributação é mais pressão sobre as indústrias”, indica.

Dentro do novo sistema da Cofins, apenas as empresas com baixo valor agregado ao produto e alta incidência de matéria-prima em sua composição final serão beneficiadas. “A maioria, que tem maior valor agregado e com condição mais lucrativa, vai pagar mais”, comenta Coube.

Ele observa que o aumento da tributação não reflete necessariamente no preço final do produto ao consumidor. “Isto dependerá da política de cada empresa, e acredito que a maioria nem vai poder repassar esse aumento porque o mercado está muito reprimido, sem valor de compra. Ela vai ter que alargar o aumento do tributo sem o repasse”, conclui.

Comentários

Comentários