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Necessidades ou voracidades?!


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se fez merecedor de chegar à presidência do país após a luta exercida na quarta oportunidade de concorrer à eleição governamental, já em 20 de novembro de 2002 vinha mostrando-se na busca de não perder qualquer oportunidade de tempo em busca do mais alto e oportuno meio de chegar à presidência, na qual chegou festiva e teimosamente.

Ao final de novembro de 2003 (praticamente em 1 ano de presidência), rememorou-se a euforia vivida ao ensejo das festividades ocorridas euforicamente no país. Entretanto (talvez em primeira mão), o presidente sofreu “irritação”, ao rebater “uma manifestação de ambientalistas”, ao ensejo da busca de abertura do projeto da “biossegurança, com discurso inflamado”. Quanto às oportunidades dos hábitos já costumeiros (os afagos ocorridos dentre os ministros), Lula teria evitado “os elogios à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na abertura da 1.ª Conferência Nacional do Meio Ambiente”.

O presidente, ao final de 2003, preparando-se (com direito que a lei permite), tratou de convocar e formar um grupo de ministros - embora mesclados e a toque de caixa - de outros partidos recém elencados (alguns ainda praticamente despreparados e crus), porém, particulares preferidos, para participar das viagens ao exterior.

Em 29/11/2003 tenta desbravar o mundo “árabe” em busca de captar mercados, no importante “Roteiro do Oriente”, sob motivo de “segurança redobrada”. A presença de Lula na Síria, em 2/12/2003, no Oriente Médio mostrou-se um verdadeiro “comerciante”. Com recebimento da mídia em Damasco, elogiando a “neutralidade brasileira”. Mostrando-se um verdadeiro “comerciante”, o presidente Lula foi bem recebido na Síria, um país de regime ditatorial, e desembarca em Damasco, objetivando chegar e concluir o “roteiro por cinco países do Oriente Médio”, deixado atrás, (antes de chegar em casa), pousou em Recife onde ocorreu a troca do Boeing 737, o “(sucatinha)”, pelo Boeing 707 presidencial, o “(sucatão)”.

Em 3/12/2003, Lula ganhou uma abertura do JC: “Lula vende o Brasil e defende a Palestina” iniciando a presença no “Oriente Médio” na busca comercial, promovendo o comércio com a região e criticando Israel e EUA. Fiasco foi haver perdido (no jantar oferecido a Lula pelo presidente sírio) ao final do discurso, pedindo “um brinde à felicidade do presidente Bashar Al Assade”. Em determinado momento, “fez-se silêncio na sala do Palácio Damasceno” pelo fato de que “não se bebe álcool na Síria”.

Na seqüência, tudo correu bem, enquanto Lula buscava detalhes comerciais brasileiros, na expectativa de “aumentar o fluxo comercial do país com essa região”. Discursando na presença do “presidente sírio Bashar al Assade” festejando o “perfil do país do Líbano” segundo as populações, o PIB, a renda per capita e os negócios com o Brasil quanto às importações: US$ 45 milhões e exportações: US$ 3 milhões. Em 5 de dezembro de 2003, Lula lança a pedra fundamental da Casa do Brasil em Beirute e, (curiosamente) “coloca flores no túmulo do soldado desconhecido”?... Na seqüência, Lula discursa em seminário organizado pela Câmara de Comércio e visita o Parlamento, encontrando lideranças da comunidade brasileira.

Leitor, decida: há tanta necessidade, ou muita voracidade, com despesas pesadas iniciais, sob reforma ministerial totalmente crua?!... Fico por aqui.

O autor, José Almodova, é jornalista e colaborador do JC - e-mail: almodova@ig.com.br.

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