Turismo

Sergipe é um oásis

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

O secretário de Turismo do Estado do Sergipe, Pedro Valadares, tem tanta certeza da segurança oferecida pelo Estado aos turistas que semanalmente desembarcam em Aracaju, que chega a afirmar que se alguém for furtado durante a estada naquele solo, terá o dinheiro ressarcido pelo Governo.

Exageros à parte, o certo é que o menor Estado brasileiro é mesmo sinônimo de sossego, tranqüilidade e índice baixíssimo de criminalidade. Um oásis para quem quer curtir praias, navegar em escunas comendo patinhas de caranguejo, presenciar a beleza do quinto maior cânion navegável do mundo, enfim, descobrir o melhor da terra de Lampião e Maria Bonita.

Por ter pequena extensão se comparado a outros Estados como Bahia, Pará e Maranhão, Sergipe oferece ao visitante uma infinidade opções de passeios conjugados.

Comprando um pacote de oito dias, que na baixa temporada custa menos de R$ 1 mil e no Carnaval sobe para R$ 1.400,00, o turista pode conhecer muita coisa em Sergipe.

As atrações vão de Norte a Sul. Optando pelas praias do litoral Sul - Caueira, Abais, Saco, o visitante pode ainda embarcar a bordo da escuna Gazella ou do catamarã Zé Peixe com destino à Ilha da Sogra e à praia de Mangue Seco, onde foi gravada a novela “Tieta do Agreste” (pertence a Bahia, mas é atingida através de Sergipe).

Os passeios às praias do litoral Norte - Pirambu e Lagoa Redonda - levam ao Projeto Tamar, às cidades históricas de São Cristovão e Laranjeiras, ao turismo de contemplação de aves no Parque dos Falcões, único centro de readaptação de aves de rapina do Brasil; ao turismo rural no parque Resort Boa Luz, ao Cânion do Xingó, ao Parque Temático da Caatinga, Museu Arqueológico do Xingó, à trilha de Angicos/Cangaço em Canindé do São Francisco e à foz do Velho Chico em Brejo Grande.

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Atalaia e o mercado

Construída como um tabuleiro de xadrez, ocupando uma área territorial de aproximadamente 176 km2, banhada pelos rios Sergipe e Vaza-Barris e pelo Oceano Atlântico, Aracaju não oferece qualquer dificuldade para o viajante que quer explorar seus principais pontos turísticos.

O “city tour” obrigatoriamente começa pela Orla da Atalaia, cartão-postal da cidade, onde estão localizados seus principais hotéis de frente para o mar - destaque para o Aquarius e o Del Mar - e o Oceanário de Aracaju, da Fundação Pró-Tamar, que trabalha pela preservação das tartarugas-marinhas.

A grande dica para quem o visitar - o oceanário, visto de cima, tem o formato de uma tartaruga - é observar as imagens captadas ao vivo do fundo do mar por uma câmara instalada a 12 metros de profundidade, numa plataforma da Petrobrás - há mais de uma dezena de anos no mar sergipano.

Seguindo pela avenida Atalaia e passando pela Atalaia Nova, chega-se à avenida Beira-Mar, que na verdade não tem mar à vista, mas sim um imenso mangue que garante clima agradável para quem faz caminhadas diárias.

Na avenida Beira-Mar, também conhecida como da praia ou 13 de maio - é ali que os ricos moram - está localizado o Memorial de Sergipe, reunindo 6 mil peças que retratam o Estado no período pré-colonial e sua participação na 2.ª Guerra Mundial. Imagens sacras, fósseis animais e vegetais, artesanato, cerâmicas e ervas medicinais são encontrados lá.

Outros lugares imperdíveis são os antigos mercados Antônio Franco e Thales Ferraz, lugares para se comprar artesanato, degustar pratos típicos sergipanos, como o beiju e tomar uma cerveja gelada contemplando o porto.

Na praça, entre os dois mercados, é realizada, em junho, uma das mais animadas festas juninas do Brasil, o Forrócaju.

Os prédios dos mercados, totalmente revitalizados, são exemplos de como parte da história do Estado está preservada graças ao trabalho empreendido pelas administrações estadual e municipal que também focalizaram suas atenções aos casarões do início do século XX, às igrejas e outros importantes monumentos.

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Centro de turismo

Destaque para o Centro de Turismo, prédio em estilo neoclássico de 1910 que abrigava, no passado, a Escola Normal de Aracaju.

Situado no Centro de Aracaju, em frente à Praça Olímpio Campos, possui inúmeras lojinhas, onde são comercializadas peças artesanais em madeira, cerâmica, couro, palha, sem contar com as rendas, bordados, doces, licores e demais iguarias.

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