Regional

Instrutor de rapel é indiciado

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Brotas – O instrutor de rapel Sandro do Nascimento Barbosa, 38 anos, foi indiciado anteontem por homicídio culposo (sem intenção de matar) no inquérito que apura as causas da morte da bancária Andréia Cristina da Silva, 27 anos.

Andréia morreu no último dia 24, em Brotas (100 quilômetros a Leste de bauru), depois de despencar sobre as pedras durante a prática de rapel guiado na cachoeira da Figueira. Barbosa, que é professor de Educação Física, era um dos instrutores da empresa Mata Dentro responsáveis por guiar a descida dos turistas na ocasião.

Ele prestou depoimento anteontem na delegacia de São Pedro, cidade onde reside atualmente. O acusado vai responder inquérito em liberdade. Se condenado, pode pegar pena de um a quatro anos de detenção. “Os indícios apontam que houve falha do instrutor”, afirma o delegado Francisco Augusto Prado Telles Júnior, que respondia ontem pelo expediente de Brotas.

Segundo ele, o inquérito já está em fase conclusiva. A polícia aguarda somente o laudo do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. Todas as pessoas envolvidas no caso já foram ouvidas. O delegado titular de Brotas que pediu o indiciamento do instrutor e está presidindo o inquérito, Pedro José da Silva, não foi localizado ontem pela reportagem.

De acordo com a polícia, o indiciado alegou em depoimento que no dia do acidente existiam dois instrutores orientando a saída dos praticantes na parte superior da cachoeira. Na parte inferior, ele e outro companheiro estavam controlando a segurança das descidas.

Barbosa teria alegado que no momento do acidente as atividades já estavam sendo finalizadas e ele não teria sido comunicado pelos instrutores da parte superior de que Andréia iria iniciar a descida.

Ainda segundo a polícia, o acusado teria afirmado que estava fora de sua posição de segurança e que, quando percebeu que a bancária estava descendo em queda livre, teria tentado executar o travamento da corda, mas não teria conseguido.

Como guia de segurança, a função do instrutor seria em caso de problema travar imediatamente o equipamento, segundo a polícia.

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