O supervisor de obras Carlos Alberto de Souza afirma que tem esperanças de ser realmente Carlinhos em razão de alguns sinais físicos que apresenta, como cicatrizes ao lado do nariz e no joelho, serem parecidas com as que Carlinhos possuía quando desapareceu.
Além disso, sempre teve curiosidade em saber suas origens, mas recebeu poucas informações dos avós. A reportagem do Jornal da Cidade localizou Souza em Casa Branca e conversou com ele por telefone. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Jornal da Cidade - Como você ficou sabendo que poderia ser o Carlinhos?
Carlos Alberto de Souza - O pessoal do SOS Crianças Desaparecidas já vem trabalhando nisso há um ano, a partir de uma carta anônima que receberam. Nessa época, surgiram essas dúvidas e eles fizeram o contato comigo. Há seis meses, o gerente do SOS passou cinco dias comigo em Bauru.
JC - O que você sentiu quando foi informado que havia a possibilidade de você ser o garoto que desapareceu em 1973?
Souza - É até duro dizer, porque há semelhanças, mas tem que ser feito o exame de DNA para ter certeza. Você não sabe o que eu venho passando de ontem (anteontem) para cá. Recebi uma quantidade enorme de telefonemas. Eu não esperava por isso.
JC - Você já conversou algumas vezes por telefone com a mãe do Carlinhos, Maria da Conceição Ramires da Costa. O que você achou dela?
Souza - Ela é uma pessoa especial, que sofreu e está sofrendo muito, porque tem certeza que o filho dela está vivo. Ela falou que o coração dela sente isso. Esses contatos mexeram comigo.
JC - Ela comentou conosco que você teria dito a ela que se sentiu estranho quando viu a história do Carlinhos na televisão e que essa sensação não costumava acontecer com você. Foi um pressentimento?
Souza - Foi um sinal, mas além disso as semelhanças estão muito claras. Os traços e as ligações estão batendo.