As piscininhas para contenção de águas pluviais - novo sistema de drenagem exigido pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) em novos loteamentos de Bauru - ainda não estão reaproveitando a água recebem durante os períodos de chuva.
O sistema de drenagem de água já existe em poucos residenciais do município: Tívoli 2, Villagio 2 e 3, Quinta Ranieri e Ilha de Capri. De acordo com a secretária de Planejamento licenciada, Maria Helena Rigitano, futuramente, o sistema pode ser aprimorado visando não só a drenagem, mas o reaproveitamento da água.
As piscininhas dos loteamentos de Bauru são gramadas. Parte da água que chega se infiltra pelo solo e outra parte sai pela tubulação, de calibre menor que a tubulação de recolhimento. A água fica retida durante um intervalo que pode variar de 40 minutos até três horas.
“Ela não foi pensada para ter esse aproveitamento. As piscininhas teriam que ter paredes de concreto, para que a água não fique muito suja. Seria uma obra mais cara. Nós não estamos exigindo isso ainda. Daria até para pensar em algo desse tipo na construção de grandes empreendimentos”, expõe.
Maria Helena afirma, ainda, que há tratamentos que podem ser feito na água drenada para que ela seja utilizada em jardins, vasos sanitários etc. “Já existem situações como essa, mas não é o caso de Bauru ainda”, afirma.
A atual secretária de Planejamento, Tânia Camimura, diz que os estudos das piscininhas estão sendo aprimorados. “As piscininhas são bem recentes. Mas isso (o reaproveitamento) está sendo feito até em residências. Conter e reutilizar depois”, diz.
Já para o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, o reaproveitamento da água seria um investimento que “não compensaria”. “A reutilização teria que ser logo em seguida. A piscina tem que ficar livre, esperando a próxima chuva. Reaproveitar seria um investimento muito caro”, avalia.