Regional

Estado incentivará turismo náutico

Da Redação
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O setor de atividade humana que mais emprega no mundo é o turismo. Cerca de 10% da mão-de-obra empregada trabalha com turismo no mundo todo. O Brasil está quase alcançando esse percentual e vai chegar lá porque possui um potencial turístico muito grande. São Paulo, por exemplo, tem tudo. Se o turista gosta de temperaturas baixas vai para Campos do Jordão. Se gosta do calor, procura o litoral paulista. Temos ainda rios, lagos e represas.

“O turismo náutico de água salgada está bastante evoluído, vamos impulsionar o turismo náutico de água doce na hidrovia Tietê-Paraná”, avalia o secretário executivo de Turismo do Estado, Marco Antonio Castello Branco, que visitou a região recentemente.

Segundo ele, alavancar o turismo náutico na hidrovia Tietê-Paraná da nona região até Rosana, cidade no extremo Oeste do Estado, é uma tarefa que vai de encontro aos interesses do governo estadual que tem, por prioridade, a geração de emprego e o desenvolvimento econômico dos municípios “ribeirinhos”. “Cabe ao governo organizar e divulgar o turismo dessa região e isso nós vamos fazer”, prometeu.

Ele acredita que, até o final deste ano, a carta de navegabilidade que a Marinha prepara estará pronta e possibilitará a navegação turística através de empresas privadas ou de pessoa física habilitada. “Para isso, a pessoa não precisará nem ter seu próprio barco. Poderá alugá-lo, como ocorre no mundo todo.”

Ele acha que no rio Tietê é possível fazer turismo de longa duração. “Na cidade de Barra Bonita há um estaleiro desenvolvendo todo tipo de embarcação. Há uma muito interessante, a house-boat, que possibilita a viagem por vários dias, da família toda.”

O turismo de longa duração, na opinião do secretário, proporcionaria aquilo que o governo estadual busca. “Cada município às margens do rio teria seu píer. Nele poderia ser montado um restaurante ou lanchonete e um local para ser vendido o artesanato confeccionado por aquela população. Dele poderia partir vários passeios, como ocorre no Exterior.”

Castello Branco pensa que, dessa maneira, o desenvolvimento dos municípios seria alavancado. “Quem estiver preparado sai na frente. Nós vamos organizar e divulgar os municípios que estiverem com a ‘casa em ordem’. Todos eles serão convocados a coletar e tratar o esgoto, por exemplo.”

Ele acha que não se pode pensar em turismo se não tiver ar e água puros e esgoto tratado. “Se o serviço for da Sabesp ou não, o prefeito deve procurar o governo estadual para solucionar o problema”, aconselha.

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