Há conceitos que, aparentemente novos, são, no entanto, algo antigo, e passaram a ser adotados, na comunicação falada e escrita, de tempos a esta parte. Dois deles não fogem a tais conjecturas. Trata-se das expressões moral e ética, afirmando os filólogos que a primeira começou a ocorrer a partir da metade do século 14, despontando a outra no início do 15. Todavia, invadiram a moda moderna da comunicação a partir da última década do 20. E aí estão falados e, por sinal, muito bem praticados, não sendo esquecidos por cultos e incultos.
Contém a ética vários significados principais, como sejam: 1) conjunto de princípios morais de uma pessoa; 2) regra de conduta de um grupo de determinada cultura, e, 3) ramo de Filosofia que trata de valores relativos ao comportamento humano no que refere a ações boas e ruins. Possui outros, porém nesses é onde se detém mais. Já a ciência da moral ocupa lugar de realce no mundo acadêmico, onde se multiplicam estudos sobre a sua amplíssima problemática, na qual tudo acontece em função de tantas transformações que têm ocorrido, científica e tecnologicamente, forçadas por um universo que corre célere atrás de sua independência, voltada inteiramente para o respeito mútuo na exigência da justiça e nas imposições da fraternidade, conforme raciocinam os eruditos, os quais acrescentam fluentemente que “programas de formação ética de profissionais vêm sendo minuciosamente aperfeiçoados, objetivando, acima de tudo, conscientizar aquelas pessoas que, fugindo à regra, falham não se cumprimentando educadamente em casa, na escola, no trabalho e na rua e precisam, conseqüentemente, aprender a avaliar a profunda relevância que as decisões morais têm de existir em suas vidas”.
E revelam-se totalmente cobertos de razões quantos assim educam os fazem educar-se as pessoas procurando monitorar conscientemente suas condutas, seus gestos e suas expressões verbais nos exatos caminhos da paz, da dignidade e da igualdade dos seres humanos, uma vez que a educação pessoal e social não abre mão de filha legítima da moralidade. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios.” Salmos 84.12.