Polícia

Restaurante pega fogo na inauguração

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Um restaurante localizado na quadra 7 da avenida Duque de Caxias pegou fogo por volta das 13h de ontem, no primeiro dia de funcionamento do estabelecimento. Ninguém ficou ferido, mas boa parte do teto do prédio feito em gesso desabou, inclusive sobre a comida que estava pronta para ser servida.

Os funcionários, com ajuda de vizinhos e dos bombeiros, conseguiram salvar mesas, cadeiras, fogões e até talheres e louças, conta Caroline Cristina Marinheiro, filha do proprietário do restaurante e que trabalhava no local na hora do incêndio. “Meu pai gastou R$ 10 mil na reforma do prédio, que é de um primo dele e agora não sabemos o que fazer”, comenta.

O incêndio começou por causa de um erro na construção da chaminé do fogão à lenha do restaurante. “A saída do forno, a chaminé, não ultrapassou o telhado. Acabou ainda no forro”, explica o tenente Artur Scachetti, que comandou as equipes do Corpo de Bombeiros que trabalharam no combate ao incêndio no local.

A fumaça aquecida que saía pela chaminé esquentou a madeira do forro e as vigas de sustentação para o telhado. Também aqueceu materiais inflamáveis, como estopa e caixas de ovos vazias que estavam estocados no forro, dando origem ao fogo, segundo Scachetti. À medida que o forro de madeira queimou, o teto de gesso desabou.

Por sorte, havia poucas pessoas no restaurante na hora do incêndio. “A gente estava inaugurando. Um pouco antes, até que o movimento foi bom, mas na hora do incêndio não havia clientes”, ressalta Caroline. Os bombeiros precisaram interditar a quadra 7 da Duque de Caxias nos dois sentidos para combater o fogo, o que congestionou o trânsito no local.

Policiais militares desviaram o fluxo para ruas paralelas à Duque de Caxias naquele trecho. Mesmo assim, alguns motoristas reclamaram. “Eu gastei mais de 20 minutos no desvio porque estava tudo congestionado”, diz a professora Maria Aparecida Ferreira, que passou pelo local na hora do incêndio.

Os bombeiros gastaram 3 mil litros de água no combate ao fogo e trabalho de rescaldo. O tenente Scachetti precisou pedir um caminhão-tanque com água ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). Ele estima que metade do teto de cerca de 70 metros quadrados desabou e terá que ser reformada. “Orientamos o proprietário a verificar a estrutura do telhado, que deve estar comprometida, e a não ligar energia elétrica”, diz.

O tenente ressalta que o estabelecimento não tinha laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros, que é obrigatório. A vistoria, explica, poderia ter observado o problema na chaminé. Trabalharam na operação os sargentos Macedo e Rogério, cabo Valdemir e os soldados Peixoto, Dias, Ailton, Domingos e Ronchi, comandados pelo tenente Scachetti, totalizando três equipes. Também deu apoio aos bombeiros o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.

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