A campanha de prevenção à aids lançada pelo Ministério da Saúde neste Carnaval é voltada principalmente a homens entre 18 e 39 anos. De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Eliane Regina Catalano Monteiro, uma pesquisa apontou que esta é a população que apresenta menor índice de uso contínuo de preservativos. Segundo a pesquisa realizada em 2003 pelo Ibope, 15% da população sexualmente ativa não acreditam totalmente na eficácia do preservativo.
“Eles usam nas primeiras vezes que saem com uma pessoa, mas quando o relacionamento fica mais firme, a afetividade fica mais forte e o preservativo fica de lado. Muitos homens ainda agem assim. E outros ainda acreditam que a camisinha tem poros, que o vírus da aids pode passar ou que a camisinha estoura fácil. Por isso o slogan da campanha é ‘Pela camisinha não passa nada’”, explica.
O filme da campanha e os folhetos que serão distribuídos durante o Carnaval e nas unidades de saúde enfatizam a segurança dos preservativos - mesmo aqueles distribuídos gratuitamente pelo ministério. Eles ainda apresentam instruções do modo correto para colocar a camisinha, o que evita seu rompimento.
Em Bauru, a Secretaria Municipal de Saúde deve distribuir cerca de 70 mil preservativos em todas as unidades de saúde da cidade. Monteiro observa que ainda não foram programadas ações em clubes ou nos bairros, justamente porque o órgão não foi procurado por ninguém para organizá-las.
“Quando havia desfile no Sambódromo, sempre montávamos um posto de distribuição. Estamos seguindo a orientação do ministério, que é de distribuir os preservativos junto com a ‘bula’, o folheto explicativo da campanha, para mostrar como usar corretamente e esclarecer as dúvidas”, diz.
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Ipem fiscaliza preservativos
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) vem realizando a fiscalização dos pontos de venda de preservativos nas últimas semanas. Segundo o supervisor técnico regional do órgão em Bauru, Luiz Antônio Brizzi, a ação será finalizada hoje e, até ontem à tarde na haviam sido constatadas irregularidades na cidade.
“O trabalho abrange basicamente farmácias, supermercados, lojas de conveniência e outros pontos de venda. Verificamos se os produtos vendidos são certificados pelo InMetro (Instituto Nacional de Metrologia) e se tem outras informações obrigatórias, como identificação do fabricante ou importador, se as instruções estão em português”, esclarece.
Brizzi comenta que nesta ação, os preservativos não estão sendo recolhidos para análise de qualidade, mas isto também é feito periodicamente. “Os laboratórios verificam se o produto mantém a qualidade de quando foi aprovado. Mas nesta operação, estamos apenas percorrendo os pontos de venda”, afirma.