Tribuna do Leitor

Nuvens de razões


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Existe assunto tão difícil de ser abordado, que os “besteróides” fluem com naturalidade, quando se insiste em comentá-lo. Talvez este seja mais um deles, pois não há cidadão que nunca se viu frustrado quanto ao seu “direito de rua”. E como a justiça é um bem que ora se tem, ora não se tem, o cidadão corre o risco de ser triturado por delinqüentes naturalizados no crime, ou por abandono de nossas autoridades que não conseguem combatê-los, quer seja por alguma negligência, quer seja por incompetência profissional ou até por falta de leis. Esta última hipótese nos parece a mais improvável.

Os pichadores e os barulhentos de Bauru estão, incontestavelmente, sem freios e sem limites. A PM, nobre instituição policial, vem sendo ultrajada nominalmente por esses “sujismundos” nos muros e paredes de nossa cidade. Dois prejuízos de inopino: o moral, contra a Polícia Militar, e o financeiro, contra o patrimônio público ou particular.

Agora deram para intimidar os vigias noturnos para praticarem esportes com bola nas escolas públicas. Tamanha era a farra, que dia desses disquei à PM e pedi que mandassem os patrulheiros. A policial orientou-me “mandando” que, naquelas horas da madrugada, procurasse uma delegacia e fizesse um BO. Será mesmo que a Polícia Militar não podia fazer nada? Diferente disso são as campanhas que solicitam denúncias anônimas. Todavia, não é tão diferente assim, quando se trata de algazarras que impedem o descanso justo do trabalhador producente, originadas ou derivadas do uso de drogas. Neste caso, as nossas instituições policiais precisam do nosso nome e endereço, além de poder aparecerem em nossas portas, evidenciando claramente a autoria da denúncia. Entretanto, comparecem tardiamente para os casos de represálias não raros fatais. Afinal, quem tem interesses nessas coisas tão malfeitas?

Acreditamos, por coerência plena com a razão, que esse assunto deva ser discutido mais amiúde, se quisermos, todos, uma qualidade de vida melhor, na sua íntegra e dita com honestidade e com todas as letras. Assim também se faz cidadania, ou seja, com franqueza. O cidadão espera mais de nossas autoridades.

Antonio Ribeiro Corrêa - RG 4.168.220

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