Turismo

Animação nas ladeiras de Olinda

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Quase todos os casarões de Olinda já foram alugados. Certeza de que a festa vai ser movimentada na antiga Capital pernambucana, que mistura alegria com resistência física por causa de suas íngremes ladeiras.

São nelas que o Homem da Meia-Noite, que se casou com a Mulher-do-Meio-Dia, desfila todos os anos, agora acompanhado da esposa e do filho, o Menino da Tarde. Atrás deles, seguem muitos outros bonecos gigantes produzidos ali mesmo na cidade alta.

Mais de 300 grupos devem desfilar de amanhã, sexta-feira, até a Quarta-feira de Cinzas, balançando os enormes braços e chamando o povo para o cortejo.

Além dos desfiles, o Portal do Maracatu (no Varadouro, das 20h às 2h), será palco de apresentações variadas de grupos de afoxé, maracatu, coco e frevo. A criançada não ficará de fora, tendo seu espaço no Pólo da Criança (no Fortim do Queijo, das 15h às 18h).

Tranqüila felicidade

Se Vinícius de Moraes estivesse vivo elegeria a praia de Itapuã como seu refúgio para passar as tardes dos sete dias em que dura o Carnaval baiano, bem longe do Pelourinho e das ruas centrais.

Assim como ele, quem escolheu a Bahia para curtir o Carnaval não terá do que se arrepender. Ou sai atrás do trio elétrico ou curte as belezas naturais.

E como tudo é muito perto de Salvador, a viagem é garantia de se conhecer outros paraísos da “terra da felicidade”.

A meia hora da Capital, fica a cinematográfica Costa do Sauípe que atrai turistas do mundo todo e a Praia do Forte, onde tartarugas marinhas recebem todos os cuidados do Projeto Tamar.

A Praia do Forte tem 12 quilômetros de praias ideais para a prática de esportes náuticos, com dunas, coqueiral e piscinas naturais de água corrente no meio do mar.

A praia é uma ótima opção para quem não quer o “agito” de Salvador, mas também não pretende se isolar inteiramente da folia.

O local possui uma vida agitada, em particular à noite, e dispõe de uma infra-estrutura de primeiro mundo.

Outro lugar que deixará boas lembranças do Carnaval 2004 é Itaparica, que fica bem em frente da Baia de Todos os Santos, a terra dos amores cantada em prosa e verso por João Ubaldo Ribeiro. Lugar mais do que tranqüilo para se viver um grande amor ou reacender aquela velha chama que aos poucos vai se apagando.

Banhada pelo sol, cercada de mar e recifes, com 68 quilômetros de praias, uma bela vegetação tropical, um rico patrimônio cultural e natural, Itaparica é a maior entre as 56 ilhas que pontilham a Baía de Todos os Santos.

Possui pontos ideais para o esporte náutico, principalmente mergulho. As praias são de águas tranqüilas e os bares à beira mar oferecem uma culinária variada e deliciosa.

Atrás do trio elétrico

Carnaval na Bahia obrigatoriamente tem que ter trio elétrico. Tudo começou quando Dodô e Osmar circularam pelas ruas de Salvador, em 1950, tocando o recém inventado pau-elétrico a bordo de um calhambeque aberto.

O automóvel Ford 1929, equipado com caixas de som e pintado com confetes e serpentinas coloridas, foi a primeira versão do trio elétrico, que tirou o Carnaval dos abafados salões de baile e hoje anima foliões em carnavais fora de época no Brasil inteiro.

Durante sete dias, os shows invadem as ruas de Salvador, a partir do Pelourinho convidando multidões para sair atrás do trio elétrico.

O mais antigo dos circuitos do Carnaval de Salvador é uma homenagem a Osmar. Nele desfilam os blocos mais tradicionais, como Camaleão, Ilê Ayiê, As Muquiranas, AraKetu e Olodum.

Outro circuito que tem milhões de “pipocas” atrás, é o Circuito Dodô, que percorre uma das áreas mais bonitas da orla, saindo do Farol da Barra em direção ao bairro de Ondina. Nesse trecho de quatro quilômetros é que passa um dos blocos mais aguardados, o Filhos de Gandhy, cujos participantes formam um tapete branco com suas roupas e turbantes. Gilberto Gil faz parte dele.

Além dos dois circuitos, percorrem o caminho do Pelourinho à orla, os trios elétricos e blocos de Ivete Sangalo, Margareth Menezes, Expresso 2222, Carlinhos Brow, É o Tchan, Harmonia do Samba, Timbalada e até Arnaldo Antunes.

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