Tantas são as revistas, valorizadas pela importância de suas matérias e pela beleza de suas cores, que emprestam desmedido valor ao cenário jornalístico do país. Bem poucas, porém, conseguiram penetrar nos domínios deste jornalista, porque somente alguns colegas, editores-diretores de tão encantadoras páginas, já lograram descobrir nossas silentes caixas-postais ou as portas do nosso chatô para nos mimosearem com exemplares de suas edições mensais. Agora, porém, tivemos a ventura de ganhar mais um. Indo, manhãzinha, ao jardim da casa, surpreendemos nossa querida Olanda tendo em mãos um exemplar do número de fevereiro da revista “Pomba Branca”, publicada pela simpática Seicho-no-ie, de São Paulo. Quem nô-lo enviou, sinceramente, não sabemos. Só pode ter sido um dos muitos grandes amigos que temos o prazer de possuir na legião nipo-brasileira radicada no Brasil, entre eles o prezado astro Quioshi Goto, de todos conhecido e admirado. Sabemos, isto sim, que ficamos encantados com o valioso presente. Nossa esposa também o ficou, haja vista que, beijando a revista e uma rosa escarlate que tinha nas mãos, parodiava e cantava música, sua conhecida, assim: “A rosa vermelha é meu bem-querer, mas, a pombinha branca hei-de amar até morrer”.
Realmente, é digno de ser cantado em prosa e verso o inspirado grupo de 100 páginas da “Pomba Branca”, em que se pode deliciar com fotos multicoloridas e produções literárias e educativas de brilhantes autores nipo-brasileiros, como Yoshihico Iuassura, Marie Murakami, Issamu Araki, Yoshio Mukai e os irmãos Musaharu, Teruko e Seicho Tanigushi, que assinam várias matérias de interesse social, dentre as quais destacamos “É você quem constrói o paraíso”, “A razão de ser mulher”, “O amor não tem limite”, “Mudança de postura mental”, “Água, um bem limitado” e “Filhos felizes com o nascimento de papai e mamãe”. Gostamos de tudo e, por isso, recomendamos aos que se interessem por boas leituras e belas apresentações gráficas. Unicamente isso? Não, temos mais a recomendar, como seja implorar que não suspendam as remessas de seus exemplares, pois vamos aguardá-las mensalmente com todo carinho. Queremos, todos os meses, encontrar os cadernos deitadinhos nos canteiros do nosso jardim, onde os acordaremos para que nos transmitam sem bocejos as suas lições. Certo? Tem que estar! É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Tudo quanto deves guardar, guarda-o bem no teu coração, pois dele procedem as luzes da vida.” PR 4, 23.