O presidente da executiva municipal do PMDB, Alex Gasparini, anunciou oficialmente ontem a adesão do partido ao grupo político do prefeito Nilson Costa - formado pelo PPS, PTB, PCdoB, PAN e PSDC. A aglutinação partidária consolida de vez a terceira força política para as eleições municipais de outubro, ao lado de Tuga Angerami (PDT) e Caio Coube (PSDB).
O nome do prefeitável, porém, sairá após consenso entre os partidos que formam a nova frente. Mas com certeza fazem parte da lista Alex Gasparini e os vereadores Renato Purini e Rodrigo Agostinho pelo PMDB; Antonio Sérgio Marsola, Rubens de Souza e Eliane Fetter Telles Nunes pelo PPS; Majô Jandreice pelo PCdoB; e Milton Dota Jr. pelo PTB.
“A campanha política não vai ficar polarizada em dois nomes”, garante Gasparini. Segundo ele, a partir de agora o PMDB compõe o grupo nilsista para participar do amadurecimento de uma candidatura alternativa aos nomes de Tuga Angerami e Caio Coube à prefeitura.
“Vamos consolidar a unidade e até o final do mês que vem deveremos ter o nome do nosso candidato para anunciar publicamente”, prevê. “Isso não impede que outros partidos venham a somar conosco”, convida.
O vereador Dota Jr., presidente da executiva municipal do PTB, diz que o prefeito Nilson Costa foi informado da adesão do PMDB ao grupo e manifestou seu apoio ao novo aliado. “Formamos, a partir de hoje (ontem), um grupo de peso. Nossa candidatura à prefeitura será sólida. Vamos entrar no páreo para ganhar”, avisa.
A definição do nome do candidato a prefeito vai ser feita sem pressa, reforça o peemedebista Renato Purini, nome bastante cotado nos bastidores para a indicação à cabeça de chapa.
“Decidimos ir com calma nessa questão”, completa Majô Jandreice. “É um assunto sério que deve ser amadurecido com calma”, reforça. “A escolha do candidato será democrática dentro de um processo de consenso. Esse nome surgirá como a nova liderança política da cidade”, analisa Rubens de Souza, dirigente do PPS.
Para ele, a consolidação do grupo possibilitará o lançamento de uma liderança política nova que vai confrontar com figuras já conhecidas do meio. “Vamos enfrentar as forças dos projetos políticos dominantes”, prevê.
Sinal verde
A adesão do PMDB ao grupo do prefeito Nilson Costa (PTB) ocorre dias após o rompimento do partido com o PT. Há pouco mais de dois meses, PMDB e o PT, presidido por Estela Almagro, haviam firmado uma aliança para disputar as eleições de outubro.
Mas na semana passada, o peemedebista Alex Gasparini anunciou, após reunião com o ex-governador Orestes Quércia, presidente do diretório estadual, que o partido caminhava para a indicação de uma candidatura majoritária.
O anúncio surpreendeu Estela, que se sentiu desprestigiada porque não foi informada da conversa com Quércia e da decisão que foi anunciada. A partir daí, a aliança começou a desmoronar.
Logo em seguida, a dirigente petista comentou que sua preferência particular é uma dobrada do pedetista Tuga Angerami com o vereador José Carlos Batata (PT). Foi a pá de cal no acordo PMDB/PT.