Bairros

Estudo prevê construção de oito barragens em Bauru

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 5 min

As principais ações de macrodrenagem que estão sendo previstas para o novo Plano Diretor de Bauru são a construção de oito barragens em pontos considerados críticos na cidade, além do piscinão do Parque Vitória Régia.

A obra considerada prioritária pela comissão elaboradora do Plano Diretor é o piscinão do Parque Vitória Régia. Em seguida, vêm a barragem da bacia do córrego Água do Sobrado, duas barragens na do Água da Grama e três distribuídas entre as bacias do Água da Ressaca e do Água da Forquilha.

As outras duas barragens, nas bacias do córrego Água do Castelo e do Água Comprida, são consideradas secundárias. Seus projetos não farão parte do Plano Diretor, que indicará apenas a necessidade das obras.

Maria Helena Rigitano, coordenadora da comissão responsável pelo estudo, explica que para chegar aos pontos das barragens foi necessário delimitar as bacias dos córregos de Bauru. Isso significa delimitar a área cuja água da chuva corre para um mesmo local.

Por exemplo, a pista do Aeroclube é a divisa entre a água que corre para a Nações Unidas (córrego das Flores) e a água que corre para o córrego da Ressaca.

Já a chuva que cai na Vila Ipiranga contribui com a cheia do córrego Água do Sobrado. A do Jardim Ferraz corre para o córrego Água da Forquilha.

Todas as barragens implicam na destinação de uma área para represar a água nos dias de chuva. Ela fica retida por um período e é liberada para a rede pública aos poucos.

A idéia é que todas as barragens tenham tripla função: funcionem para captar a água da chuva, evitando enchentes; sirvam de interligação entre bairros, através da criação de vias sobre as próprias barragens; e abriguem ao seu redor parques para uso da comunidade.

Na maioria dos casos, as barragens são corretivas. Ou seja, têm como objetivo sanar problemas de inundações já existentes. No caso da obra da bacia do Água da Forquilha, a ação será preventiva.

A meta é evitar problemas futuros na avenida comendador José da Silva Martha, na altura do residencial Shangrilá. A barragem interligaria a Vila Santista a um futuro bairro, que ainda não foi loteado.

Correção

Na bacia do córrego Água da Ressaca, o trabalho a ser feito é corretivo. Hoje, a carência de drenagem no local é observada no cruzamento da avenida Comendador José da Silva Martha com a avenida José Vicente Aiello, nas proximidades da passagem de nível.

As duas barragens que serão feitas na região, além de captar as águas que hoje rompem o asfalto da avenida José da Silva Martha e prejudicam o trânsito, funcionarão como ligação entre a Vila Zillo e o Tívoli 2 e entre os Altos da Cidade e a Vila Independência.

Maria Helena explica que as obras aproveitarão espaços vazios. “Depois da barragem pronta, o benefício é muito grande. Tem a ligação viária, o problema de enchente resolvido e um parque que vai atender a comunidade”, reforça.

Depois do piscinão do Parque Vitória Régia, a barragem do córrego Água do Sobrado é a principal prioridade, na visão de Maria Helena. Ela já têm projeto executivo.

O objetivo é solucionar definitivamente os famosos problemas de enchentes nas ruas Cuba, Mara Lúcia e avenida Alfredo Maia. Por sua vez, eles são provocados pelas águas provenientes da região da Vila Ipiranga, Vila São João do Ipiranga, Granja Cecília, Jardim Jussara, Parque Viaduto, Jardim Celina, Parque dos Sabiás e Quinta Ranieri.

Neste caso, a barragem seria construída na cabeceira do córrego Água do Sobrado, local onde se encontram duas grandes erosões. A proposta é tratar a erosão e aproveitar a área erodida para represar a água.

“A idéia não é tapar a erosão. É aproveitá-la, já que o córrego está correndo dentro dela”, explica Maria Helena.

A obra propiciaria ligação entre o Jardim Jussara e o Jardim Nova Paulista.

Mais detalhes sobre as avenidas que passarão sobre as barragens serão apresentados pela comissão na discussão sobre sistema viário e abordados pelo JC nos Bairros em uma próxima edição.

Por fim, as duas barragens da região do Água da Grama devem solucionar os estragos do pátio ferroviário, das avenidas Daniel Pacífico, São Sebastião e Waldemar G. Ferreira.

Esse ponto da cidade, sempre castigado em períodos de cheia, recebe a enxurrada do Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, Núcleo Bauru 16, Vila Dutra, Vila Industrial e Vila Paraíso.

A obra aproveitará áreas ainda não ocupadas de Bauru e propiciará ligação entre Jardim Prudência e Vila Industrial; Vila Paraíso e Parque Santa Edwirges.

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Secundárias

A barragem da bacia do córrego Água do Castelo não é considerada prioritária. Entretanto, ela é tida como necessária para atender a região Norte da cidade, como Jardim Marília, Parque Roosevelt, Jardim Petrópolis, Jardim TV e Vila Garcia.

O objetivo é evitar a inundação da avenida Nuno de Assis, quando houver mais ocupação da região norte de Bauru.

Já o projeto do Água Comprida contemplará as regiões do Núcleo Geisel, Parque Flamboyants e Parque das Camélias. A idéia do grupo que está elaborando o Plano Diretor é construir uma barragem e um parque nas imediações do Sambódromo, no Vale da Água Comprida.

A obra seria preventiva já que atualmente não há problemas de inundação no local. Entretanto, quando a cabeceira do córrego for ocupada, o risco e alagamentos aumenta. Hoje, já é possível observar iniciativas voltadas para aquela região, como os residenciais Chácara Odete e Jardim Colonial.

Não há projeto para esses dois trabalhos. Apenas foi detectada a necessidade de futuras obras.

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