A cadeia de Duartina (38 quilômetros a Oeste de Bauru) abriga 27 presas que foram transferidas de Cabrália Paulista em dezembro de 2003. Desde então, o diretor do presídio já fez várias tentativas de conseguir trabalho para elas. “Eu acredito que o trabalho para elas seja importante porque, além de reduzir a pena, ameniza a situação financeira”, frisa o delegado Antônio Augusto de Campos Lima.
Ele acha que a sociedade é indiferente às presas. “Nenhuma entidade de Duartina faz trabalho com as presas. Eu não acredito em preconceito, mas sim na indiferença.”
As presas, de acordo com ele, recebem visitas de uma igreja evangélica de Bauru. “O trabalho que tem é de evangelização. Eles trazem algum material de limpeza e de higiene pessoal para as detentas que não têm condições financeiras de adquiri-los.”
O delegado lembra que procurou uma empresa que trabalha com tapetes artesanais. “O proprietário da empresa está doente e os funcionários não decidem. A firma é de Bauru.”
Outra tentativa foi feita com uma empresa da região que fabrica chaveiros. “É um trabalho manual que as presas poderiam fazer. Estou aguardando a resposta deles.”