Rever os filhos recolhidos na Febem de Lins, era o sonho de uma presa de Cabrália Paulista, que não teve o nome não revelado. Ela procurou o coordenador do grupo espírita Walter Comini para pedir ajuda. “Ela estava desesperada e muito arrependida. Dizia que as circunstâncias da vida tinham levado ela a praticar o tráfico de entorpecente, uma vez que não conseguia emprego.”
Comini ouviu e pediu para que ela tivesse paciência e não desanimasse. “Ela começou a fazer crochê e sempre me procurava para falar sobre a saudade que sentia dos filhos abandonados pelo marido, desde que ela foi presa.”
O sofrimento da mulher foi ganhando espaço e comovendo o grupo espírita que prometeu solucionar o problema. “Nós fomos até a Febem de Lins e gravamos os filhos dela. No dia de visita levamos a gravação para ela ver os filhos e matar a saudade.”
A presa se emocionou e ajoelhou no chão para agradecer. “Todos nós ficamos emocionados. É o serviço mais gratificante da área de atendimento pessoal.”