Gastronomia

Macarrão & pique

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 5 min

Um dos feriados mais esperados do ano, o Carnaval, é sinônimo de festa, música e muita diversão. Para esses dias, médicos e nutricionistas recomendam a ingestão abundante de líquidos - para hidratar o corpo - e refeições leves, que não pesem no estômago na hora da folia.

Uma opção de prato ideal para esse período é o macarrão. Prático e gostoso, é o alimento indicado pela Abima - Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias - para os foliões que precisam saciar o apetite e repor as energias gastas nos dias de festa.

Rico em carboidratos, o macarrão é importante fonte de energia e garante o controle do intestino e do nível de colesterol. Outra vantagem do alimento é que ele estabiliza a produção da serotonina - o “hormônio do humor” - contribuindo para aumentar a sensação de bem-estar.

Para se ter uma idéia da importância do carboidrato, as organizações de saúde e especialistas sugerem que ele represente, pelo menos, a metade das 2.500 mil calorias diárias indicadas para consumo humano.

Veja as sugestões da Abima e de Walter Mancini (proprietário do Famiglia Mancini e Walter Mancini Ristorante, de São Paulo), para o Carnaval. São receitas com ingredientes simples e fáceis de fazer. Ideais para quem não tem tempo a perder no reinado de Momo.

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Trajetória da massa

A história do macarrão se confunde com alguns fatos históricos que nos mostram a trajetória deste apreciado produto ao longo dos séculos.

Textos de civilizações antigas relatam que os assírios e babilônios, por volta de 2.500 a.C., já conheciam um produto cozido à base de cereais e água.

A primeira referência e mais próxima ao Ocidente do macarrão cozido está no Talmud de Jerusalém. O livro que traz as leis judaicas do século V a.C. Em Roma, no século 7 a.C., comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada “pultes”.

Com legumes e carne era chamada de “puls púnica”. Com queijo fresco e mel, “puls Julia”.

O macarrão teria chegado em Veneza em 1295 pelas mãos de Marco Polo, que acabara de chegar da China, onde passou 17 anos e teria conhecido o macarrão. Na sua bagagem, entre outras novidades, veio a receita de um prato feito com uma farinha extraída de arbusto de sagu que, depois de cozida, era cortada e seca.

Entretanto na Itália, em 1279, foi registrada, entre outras coisas, no inventário que um tal de Ponzio Bastione deixava à família, uma “cesta de massas”.

A palavra utilizada no inventário era “macaronis”, que seria derivada do verbo “maccari”, de um antigo dialeto da Sicília, que significa achatar que, por sua vez, vem do grego “makar”, que quer dizer sagrado.

A versão mais aceita pelos historiadores faz referência aos árabes. Eles seriam, portanto, os pais do macarrão e o teriam levado à Sicília, no século 9, quando conquistaram a maior ilha italiana.

Os árabes chamavam o macarrão de “itrjia”. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto.

Nesta época, a Sicília tornou-se o centro mais importante do comércio e exportação do macarrão. Os navegadores genoveses transportavam o produto para importantes portos do Mediterrâneo, como Nápoles, Roma, Piombino e Viareggio.

Desta forma, os italianos passaram a ser os grandes divulgadores do macarrão.

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Talharim ao molho de ricota

(seis porções)

• 500 g de macarrão talharim

• 1/2 xícara (chá) de cebola picada

• 3 colheres (sopa) de margarina

• 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

• 5 xícaras (chá) de leite

• 2 cubos de caldo de legumes

• 2 xícaras (chá) de ricota passada na peneira

• 1 xícara (chá) de iogurte natural

• 1/2 xícara (chá) de salsa picada

• 1/2 xícara (chá) de queijo ralado

Ferva cinco litros de água e depois acrescente o sal, o óleo e o macarrão. Cozinhe pelo tempo indicado na embalagem que deve ser de oito a 11 minutos. Escorra e reserve. Não refresque com água fria. Doure a cebola na margarina. Junte a farinha mexendo bem, acrescente aos poucos o leite mexendo sempre até engrossar.

Junte o caldo de legumes, a ricota e misture bem. Acrescente o iogurte e deixe no fogo por mais cinco minutos. Junte a salsa e despeje sobre o talharim escorrido.

Polvilhe com queijo.

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Macarrão de forno

(seis porções)

• 500 g de macarrão pena ou penne

• 1 pimentão picadinho

• 1 cebola picadinha

• 3 dentes de alho espremidos

• 500 g de presunto cozido magro

• 2 ovos cozidos fatiados

• Pimenta em pó

• Tempero completo

• 1 lata de extrato de tomate

• Sal a gosto

• Orégano (um pouco)

• Azeitonas para decorar

• 1 colher (sopa) de óleo

• Queijo ralado

Ferva cinco litros de água e depois acrescente o sal, o óleo e o macarrão. Cozinhe pelo tempo indicado na embalagem. Escorra e reserve. Não refresque com água fria.

Juntamente com o macarrão, cozinhe os ovos e deixe escorrer. Ponha na panela o pimentão e a cebola picadinhos, o alho, a azeitona, o presunto e o óleo.

Deixe fritar apenas para dourar. Logo, coloque o extrato de tomate com pouquinho de água, sal, pimenta em pó, orégano e o tempero completo.

Adicione um pouco de água enquanto estiver cozinhando mas não deixe engrossar demais. Coloque o macarrão numa assadeira e jogue o molho em cima espalhando.

Coloque os ovos fatiados e a azeitona (enfeitando) e polvilhe com queijo ralado. Leve ao forno, deixe gratinar por aproximadamente uns 20 minutos.

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Macarrão light fresco

(quatro porções)

• 400 g de macarrão espaguete ou talharim

• 4 tomates firmes e maduros

• 1 dente de alho

• 250 g de queijo Cottage cremoso ou ricota

• Folhas frescas de manjericão

• Erva doce a gosto

Ferva quatro litros de água e depois acrescente o sal, o óleo e o macarrão. Cozinhe pelo tempo indicado na embalagem, escorra e reserve.

Não refresque com água fria. Tire a pele e a semente dos tomates e corte-os em quadradinhos. Tempere como uma salada: azeite, sal, pimenta, dente de alho prensado e folhas de manjericão.

Rale um pedaço do caule branco da erva-doce. Ao retirar a massa do fogo, misture o queijo Cottage ao tomate e disponha sobre a massa quente.

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Penne à pescatore

(duas porções)

• 250 g de penne

• 2 filés de pescada amarela

• Sal a gosto

• 250 g de brócolis

• Azeite para refogar

• Alho

• Azeitonas pretas de boa qualidade

Cozinhe a massa com bastante água e um fio de óleo. Em uma frigideira, frite os filés de pescada em uma colher de azeite. Em uma caçarola, refogue o alho em quantidade generosa de azeite e, em seguida, adicione o brócolis picado.

Escorra a massa e disponha em uma travessa. Adicione o brócolis refogado, sobreponha os filés de pescada e decore o prato com azeitonas. Sirva quente.

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