O presidente da Delegacia Regional de Bauru do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Sebastião Homero Gomes, anunciou ontem o apoio da entidade à iniciativa do vereador Faria Neto (PDT). O sindicato agrega 345 postos de combustíveis - dos quais 107 de Bauru - de 35 municípios da região.
“Toda e qualquer medida que venha a moralizar ainda mais o comércio de combustíveis é bem-vinda pela categoria”, afirma. “Quero deixar bem claro que a prática de adulteração de combustíveis vem de pessoas que não são do nosso meio. São de aventureiros, cuja maioria ninguém sabe de onde veio”, conta.
Gomes explica que, “infelizmente”, os comerciantes do setor ficam reféns quando surgem no mercado o que ele classifica de “aventureiros”. “Esse pessoal pratica preço de combustível que não existe e com isso difama a categoria. Jogam solventes nos seus tanques. É uma concorrência desleal. Não há como disputar o mercado com esse pessoal”, garante.
O presidente do Sincopetro explica que o mais difícil nessa situação é convencer os consumidores que preferem pagar por um preço de combustível mais em conta do risco que estão correndo. “Por isso que o projeto do vereador é bom. O importante é encontrarmos formas de coibir essa prática.”
Na avaliação dele, Faria Neto está correto ao afirmar que sua proposta não tem vício de iniciativa. “Se a prefeitura concede o alvará de funcionamento, também tem o poder, a prerrogativa de cassá-lo. Se a prefeitura diz que não pode cassar, então por que concedeu?”, questiona.
Gomes conta que a situação dos postos de combustíveis em Bauru está sob controle. “Pelo menos não estamos recebendo denúncias. Fizemos um bom trabalho com o Ministério Público Federal, com apoio da Polícia Federal, que moralizou o comércio”, relata.
Ele orienta os proprietários de carros a ficarem de olho na qualidade do combustível que vai para o tanque. “Quando o veículo é movido a álcool, do lado da bomba há um densimetro que a olho nu é possível detectar se o combustível está fora de especificação. Na gasolina e no óleo diesel é praticamente impossível o consumidor apurar”, finaliza.