A chuva atrapalhou, mas não o suficiente para comprometer totalmente o Carnaval nas cidades da região. Na maioria delas, o balanço acabou sendo positivo. Embora tenha sido quase unânime a afirmação de que se não tivesse chovido a festa teria sido muito melhor.
Em Jaú, o primeiro desfile só foi realizado na segunda-feira, depois de terem sido cancelados os de sábado e domingo. Ainda assim, o desfile de segunda foi improvisado, pois não fazia parte da programação normal.
Naquela noite, apresentou-se apenas a escola de samba Arco-Íris. De acordo com a programação, na segunda-feira as escolas de samba de Jaú iriam desfilar para os moradores do distrito de Potunduva. As apresentações foram adiadas para o próximo sábado.
Anteontem, último dia de Carnaval, as escolas realizaram o desfile no Kartódromo Municipal, mesmo debaixo de chuva. Era a última oportunidade para as escolas Unidos da Vila XV, Cruzeiro do Sul e do bloco Afro-Amukenguê se apresentarem este ano.
Mesmo com as condições do tempo adversas, o público compareceu em bom número para acompanhar os desfiles. A estimativa, segundo informou a secretária de Cultura, Lucy Rossi Monari, foi de quase 10 mil pessoas. Um pouco menos do que o público registrado na segunda-feira, segundo ela.
O gasto da prefeitura este ano com as escolas de samba foi de R$ 75 mil. Cada uma recebeu R$ 25 mil, segundo Lucy.
Se for somada a despesa com a organização dos desfiles, mais o baile popular, também realizado no Kartódromo, os gastos sobem para R$ 150 mil.
Apesar do investimento ter rendido apenas uma noite de desfile com todas as escolas, Lucy considera positivo o balanço do Carnaval jauense deste ano.
“Até agora só recebemos elogios”, declarou a secretária referindo-se à repercussão que a festa teve junto aos moradores.
Em Botucatu, a chuva não chegou a atrapalhar tanto. Os desfiles foram realizados de acordo com a programação, no sábado e na segunda-feira.
Apenas no domingo, o baile popular, na Praça Paratodos, teve de ser cancelado por causa do tempo chuvoso.
Nas outras noites, o desfile dos 16 blocos carnavalescos da cidade levou milhares de pessoas ao Centro da cidade (no sábado) e à rua Major Matheus, na Vila dos Lavradores (na segunda).
Segundo a secretária de Turismo de Botucatu, Lúcia Pedutti, cerca de 20 mil pessoas assistiram a passagem dos blocos na segunda.
De acordo com ela, a prefeitura gastou cerca de R$ 50 mil para organizar o Carnaval deste ano e ajudar os blocos na confecção de camisetas, entre outros itens.
Em São Manuel, os desfiles de sábado e segunda-feira também foram realizados sem imprevistos. Segundo estimativa da assessoria de imprensa do município, a prefeitura gastou cerca de R$ 120 mil com a organização do “Carnaval 40 Graus”.
Além dos desfiles, que tiveram a participação das escolas de samba Tradição da Zona Leste, de Bauru, e da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), de São Manuel, e vários blocos carnavalescos, a cidade contou ainda com baile popular no recinto de eventos “Governador Mário Covas Júnior”.
Em Cafelândia, a chuva levou ao cancelamento do desfile de domingo. Anteontem, no encerramento do Carnaval 2004, as apresentações das três escolas de samba da cidade foram mantidas mesmo debaixo de garoa.
Apesar do tempo, o público compareceu, mas num número bem menor do que foi registrado no sábado - o dia mais concorrido.
Uma das cidades mais prejudicadas com a chuva, na região, foi Itapuí. Dos três desfiles programados, a cidade só teve um, na segunda-feira.
Curiosamente, era o único dia em que não havia desfile agendado. Pela programação inicial, a escola de samba Ponte Preta desfilaria no sábado, domingo e anteontem. Coincidentemente, choveu nessas três noites e não houve desfile.