Economia & Negócios

Posição do Banespa reforça paralisação

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Banespa-Santander comprometeu-se a suspender o processo de demissões de funcionários iniciado no dia 19, mas ainda não se pronunciou sobre a reintegração dos já demitidos, estimados entre 150 e 200 pessoas. As informações são da assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região. A posição do banco reforça a possibilidade de greve dos funcionários.

Das demissões já efetuadas, o Banespa informou a representantes sindicais que irá rever aquelas feitas sem amparo legal ou por erro operacional. As demais estão mantidas, justamente o fato que pode culminar em greve dos funcionários do banco.

Ontem, sindicalistas de diversas regiões - Bauru inclusive - estiveram reunidos em São Paulo para uma reunião que definiu os próximos passos para uma possível paralisação. De acordo com a diretora do sindicato de Bauru Leonilda de Campos, que participou da reunião, para o dia 9 está marcada uma negociação em São Paulo entre sindicatos e representantes do banco - ao mesmo tempo, será realizado um ato na cidade em protesto às demissões.

Em seguida, segundo a sindicalista, haverá um encontro nacional no dia 13 de março, um sábado, para uma eventual deflagração de greve. Até lá, a intenção dos sindicatos é mobilizar a categoria por meio de panfletagens nas portas das agências nas cidades onde houve demissões.

De acordo com Leonilda, nove funcionários foram mandados embora do banco em Bauru. Na região, houve demissões em Lençóis Paulista e Avaré. O número total de demissões pelo País, no entanto, pode ser maior do que os entre 150 e 200 anunciado. Inicialmente, o sindicato informou que, pelo menos, 600 funcionários seriam dispensados. “Nem isso a gente sabe com precisão”, diz a sindicalista.

Números confirmados pelos sindicatos, além dos de Bauru e região, apenas 25 em Campinas, 24 no ABC e 16 em Santos. Segundo Leonilda, as dispensas não obedecem padrões nem são apresentadas justificativas. “Em São Paulo tem setor inteiro que foi demitido, desde o gerente até o último escriturário”, diz. E acrescenta: “Inclusive uma pessoa que já havia falecido há 20 dias foi demitida”.

A assessoria de imprensa do Banespa/Santander não apresenta o número de funcionários demitidos e informa que a direção do banco não vai comentar as demissões nem a perspectiva de greve.

Os sindicatos defendem, além da reversão das demissões, a contratação de mais funcionários para as agências do Banespa. No ano passado, a instituição fechou o ano com lucro superior a R$ 1,7 bilhão.

Comentários

Comentários