Tribuna do Leitor

Meninos de rua


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Temos que olhar pelas crianças abandonadas que quase sempre são filhas de mães solteiras que, na maioria das vezes, são irresponsáveis. Ao conhecer um homem, entregam-se facilmente, e daí vêm as conseqüências, quando não estão com aids, vem o filho indesejado, gerado num clima sem amor. Às vezes, esta criança é entregue a uma família que a cria com muito amor, mas nem sempre esta bênção de Deus acontece . E aí eles são criados soltos, abandonados. Ficam pelas ruas, dormem ao relento, muitas vezes embaixo de um viaduto ou ponte. Assim assumem a própria sorte. Muitos ainda conseguem se levantar, procuram se esforçar e até mesmo se empregar e estudar. É muito difícil, mas pode acontecer. Mais infelizes são aqueles que, ao nascer, são colocados até mesmo no lixo ou criados à própria sorte. É daí que cresce o indivíduo, quase sempre enfrentando os maus tratos da sociedade, porque nem sempre ele é aceito. Muitos o rejeitam, o desprezam, por ser um coitado, pobre e sujo, esmolando, maltrapilho, aprendendo tudo o que é de ruim, se drogando, fazendo parte de quadrilhas organizadas. Assaltam, seqüestram, juntam-se aos traficantes. É onde cresce um bandido que, quando não morto, vai para a cadeia. Os marginais ou bandidos são esses seres que recebem pouca educação em casa. Vêm de uma família de pais já também marginalizados, sem nenhuma estrutura familiar, que não conseguem e nunca vão passar para seus filhos uma boa educação. Eles mesmos não a tiveram e assim fica um círculo vicioso. Muitos filhos são castigados e surrados pelos seus pais e até passam fome. Vão, então, em busca de uma vida triste e solitária. Vivem na rua e a sociedade, às vezes, tem medo, e com razão, porque ao nosso lado sempre aparece um desses e ficamos com receio. Temos sempre que ter alguma coisa para oferecer a eles, caso contrário, seremos atacados e ofendidos. Temos que olhar por eles e pedir aos políticos que façam uma lei dando direito às mulheres de fazer uma cirurgia gratuitamente para não terem muitos filhos.

Áurea de Araújo Oliveira - RG 2.199.637

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