Tribuna do Leitor

BIBLIOTECA PÚBLICA DEMOCRÁTICA E RESPONSÁVEL


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O desejo e o dever de uma administração pública é oferecer serviços de qualidade de forma democrática e disciplinada, a fim de atender, igualmente, toda população. A Biblioteca Municipal “Rodrigues de Abreu” é um dos grandes serviços públicos, pois representa a guarda e o acesso ao conhecimento. Sentimo-nos, de certa forma, lisonjeados com a carta do sr. Henrique Perazzi de Aquino, publicada na “A tribuna do leitor” de 25/02, por contarmos com um frequentador que se preocupa e questiona os rumos e as decisões referentes a este equipamento cultural. No entanto, nos surpreende as informações equivocadas apresentadas, levando-se em conta, justamente, sua assiduidade na Biblioteca.

A Biblioteca Municipal vem obtendo algumas importantes conquistas neste últimos 5 anos: está instalada, desde 1999 em sede própria no Centro Cultural; está informatizada desde 2002; conta com funcionários capacitados ao atendimento; sedia as reuniões mensais da Academia Bauruense de Letras; expõe e vende obras de escritores bauruenses e está em fase de ampliação do espaço.

Todas as melhorias exigem um período de preparação que, indiscutivelmente, provocam alguns transtornos e, consequentemente, necessitam da compreensão dos usuários, que são os principais beneficiados. Estamos realizando desde o início do mês de fevereiro a conferência de todo o acervo. Como o próprio usuário descreveu, nosso acervo é “aberto”, ou seja, o leitor pode procurar o livro diretamente nas estantes, orientando-se pelos códigos de classificação. Este acesso livre é fundamental para o estímulo à leitura, mas também provoca um desencontro de guarda dos livros por parte de usuários que, mesmo orientados a não recolocá-los nas estantes, acabam por fazê-lo erroneamente. A conferência é a forma encontrada para localizar livros que estão como disponíveis, mas não se encontram na prateleira correspondente. É impossível efetuarmos a conferência sem vetarmos o acesso do usuário. Esta é uma medida temporária, coerente e necessária, apresentada pelas bibliotecárias, aprovada pelos funcionários e referendada por “quem toma as decisões”.

Discordamos do sr. Henrique quando diz que perde-se tempo no meio das prateleiras, ao contrário, ganha-se na busca, na pesquisa e em possíveis descobertas. Como funcionários e como leitores, desejamos uma Biblioteca acessível e capaz de atender bem a nossa necessidade. A informatização ocorreu para facilitar e agilizar o atendimento e os terminais de consulta são mais um instrumento de localização, não substituindo o atendimento de nossos funcionários, nem a procura direta do usuário nas prateleiras. Junto com a informatização, disponibilizamos dois terminais de consulta à internet. Após meses de atendimento com mais de 90% destinados a e-mails e somente o restante para pesquisas, optamos em destinar um dos equipamentos para a recepção, onde está agilizando o atendimento e devolução dos livros. O acesso à internet continua com um equipamento, durante todo o horário de atendimento, de segunda a sábado, sem qualquer prejuízo.

Desejamos que o sr. Henrique não deixe de frequentar a Biblioteca. Teríamos o prazer de passar todas essas informações pessoalmente, mas o sr. Henrique nos deu a oportunidade de estendê-las a todos os leitores do Jornal da Cidade. Com responsabilidade, profissionalismo e sensibilidade. (Susana Nogueira Libório Godoy – RG 16.156.043 – diretora da Divisão de Bibliotecas; Maria Luiza Zanzarini Araújo – RG 6.181.492 – bibliotecária; Andréa Ap. Izaac Knafelç - RG 18.814.878 – bibliotecária e Florinda Kazuko Shimazaki – RG 4.952.110 - bibliotecária)

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