Regional

Pederneiras implanta plano preventivo

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Defesa Civil de Pederneiras (26 quilômetros a Leste de Bauru) adotou um plano preventivo para enfrentar as chuvas de verão de 2003-04. O objetivo é reduzir o tempo resposta e restabelecer a normalidade da população num caso de temporal com alagamentos, inundações e desabrigados. Felizmente, o plano ficou só no simulado, apesar da cidade ter sido surpreendida por duas fortes chuvas neste verão.

O plano preventivo também é desenvolvido na entrada do inverno, quando o município sofre com as queimadas, explica um dos membros da defesa Civil, Sílvio Aparecido Bueno.

Os planos contam com a participação de todos os departamentos da prefeitura, Tiro de Guerra, Polícia Militar, clubes de serviços e outros segmentos da sociedade. Antes da entrada da estação, os componentes se reúnem e estabelecem as diretrizes.

Bueno explica que a cada um dos segmentos é atribuída uma tarefa. “Por exemplo: a população usa o telefone 190 para o primeiro contato, durante a chuva, para pedir socorro.”

A polícia, se sentir a necessidade, aciona a equipe de resgate, composta também pelos bombeiros e Defesa Civil, explica Bueno. “Funciona como uma corrente. Cada membro do plano aciona mais um e em pouco tempo todos estão avisados e sabem o que fazer na situação emergencial.”

Exemplificando, ele diz que a chefe da cozinha da prefeitura está encarregada de fazer a alimentação, em qualquer hora do dia ou da noite, para os desabrigados, se houver. “Ela avisa a equipe encarregada da alimentação e põe em ação a tarefa que lhe cabe.”

Às associações de bairro, com sede, cabe acolher os moradores que perderem a casa. Ao mesmo tempo, a assistente social da prefeitura já faz os levantamentos das necessidades das vítimas.

Simulado

Um simulado do plano de 2003-04 mostrou a capacidade de tempo resposta do projeto. “Em 15 minutos, todos os integrantes das equipes tinham sido acionados. Quatro ambulâncias, o grupo encarregado da alimentação, a equipe de primeiros socorros e os caminhões para resgatar patrimônio, estavam no local.”

A cidade de Pederneiras, segundo Bueno, sofreu com duas chuvas. “Uma no final de dezembro e outra em janeiro. Em nenhuma delas houve danos de grandes proporções. Não ocorreram alagamentos e nem desabrigados.”

Pontos de alagamentos são eliminados em Avaí

Os dois pontos de alagamentos de Avaí (39 quilômetros a Noroeste de Bauru) foram eliminados com a implantação de cinco quilômetros de galerias, construídos com recursos do município e do governo estadual, frisa o prefeito Reinaldo Rocha.

Segundo ele, em 2001 a falta das galerias provocaram alagamentos em dois pontos da cidade. “Na rua Osório Machado e na baixada, ou seja, na entrada da cidade. Naquele ano, as águas pluviais invadiram casas.”

O prefeito se orgulha de dizer que desde a construção das galerias, a água da chuva vai direto para o rio Jacutinga. “Está tudo canalizado e o perigo de alagamento foi eliminado.”

O próximo passo para regularizar a situação é a pavimentação asfáltica. “Estamos executando o asfaltamento.”

As chuvas deste verão provocaram estragos nas estradas vicinais, segundo o secretário de obras do município, Wanderley Forti. “Na estrada que liga Avaí a Duartina, as chuvas causaram buracos. Nós já executamos a recuperação.”

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