Não faz muito tempo que um humilde cidadão - pela virtude de seus méritos - recebeu uma homenagem da Câmara Municipal. Na verdade, deveria ter sido uma noite especial, já que o homenageado seria honrosamente enaltecido e os seus benéficos feitos devidamente relembrados. Ao seu lado, dona Anita, a fiel escudeira e, também, benemérita, além de alguns admiradores, entre os quais o missivista. Infelizmente, o merecedor daquela honraria sequer foi contemplado e cumprimentado por uma platéia que lá deveria ter comparecido, somando-se aos presentes para justificar a grandeza do espírito idealista do laureado. Uma pena! Refiro-me ao benfeitor Sebastião Paiva. Afinal, creio que ninguém se tenha dedicado com tanto amor e perseverança a uma causa tão nobre, talvez a mais nobre: a caridade, muito embora exista muita gente boa ajudando os outros, pessoalmente e através de outras entidades.
Mas na Sociedade Beneficente Cristã, Sociedade Espírita Beneficente Rural, Asilo para Idosos (masculino e feminino) e na Sociedade de Proteção à Maternidade e à Criança, felizmente, existem pessoas procurando seguir os passos desse abençoado homem. Além do Arlindo Figueiredo, dona Anna Camillo, Meira Braga, Miguel Daré, Uriel de Almeida, Massayuki Yoshimura, Carlos Silveira, Ana Maria de Oliveira, Sonia Saab, Gustavo Toledo e tantos outros, tem muita gente dedicando-se voluntariamente e anonimamente à pratica de ações caritativas. Lá, no Paiva, - como é conhecido aquele complexo benfazejo - são encontrados seres abnegados, ávidos por doar o calor humano e os préstimos que deveriam perseguir a existência de todos os cidadãos.
E lá são acolhidos os necessitados provindos de todos os segmentos religiosos: católicos, espíritas, crentes, protestantes e outros, que, quando batem às portas do Paiva, são sempre recebidos com carinho e afeto. Para isto, admitindo-se que se receba alguma ajuda governamental, esta é e será sempre muito pequena em relação às reais necessidades, pois, sabemos como é difícil manter uma casa de tamanho destino social-filantrópico. É preciso ajudar.
E, apesar de tantos afazeres e responsabilidades que pesam sobre os seus ombros, o benfeitor Sebastião Paiva, continua, cotidianamente, numa ação incessante, encontrando tempo para se preocupar com a situação dos outros. Ainda, recentemente, ligou-me apreensivo com os presos que sofrem do coração, pretendendo saber se recebiam atendimento médico, pois, tem conhecimento pessoal que quem tem problemas cardíacos sofre muito nos momentos de crises agudas. Homens, assim, tão preocupados com os semelhantes, são raros. Que Deus continue iluminando o caminho desse bom homem. Afinal, essas pessoas são portadoras de uma auréola que ultrapassa o seu fraterno envoltório e nos transmite um bem-estar incomum. Esses semelhantes precisam ser preservados, estimados e amados, até, porque, servem de espelho para os abnegados que procuram seguir-lhe os passos. Parabéns, mesmo!
Abel Abreu - delegado. RG 6.766.487