Bairros

Vila Dutra se 'equilibra' para utilizar uma ponte enferrujada

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Por causa de um problema cardíaco, o servente José Ferreira da Costa, 53 anos, teve que parar de trabalhar e passar a freqüentar o posto de saúde de seu bairro, a Vila Dutra. Entretanto, o principal problema que enfrenta todas as manhãs não é a dormência nos braços e pernas que sente em decorrência de sua doença, mas o medo de atravessar a ponte que liga os dois lados do bairro, enferrujada e com risco de ceder.

“No meio balança muito, dá medo”, confessa Costa. “Ainda mais com a perna dormente, fica difícil atravessar.”

A passarela passa sobre a avenida Elias Miguel Maluf, que dá acesso à rodovia Bauru-Marília (SP-294). Ali também fica uma caixa d’água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru e uma creche, cujo acesso é feito pela ponte.

“As crianças têm muito medo”, diz a estudante Maria de Lourdes Alves Carvalho, moradora do Parque Real que freqüentemente utiliza a passarela para ir à Vila Dutra. “Eu tenho medo...” Um rangido intenso interrompe a fala de Maria de Lourdes: “Isso é a ponte?” indaga. Era.

Ferrugem

De perto, é possível perceber a curvatura da passarela. De longe, porém, o marrom avermelhado da ferrugem nas grades e na estrutura é o que se destaca. “Está podre, totalmente deteriorada”, opina Martin Silva, outro morador da Vila Dutra. “Graças a Deus não teve acidente ainda, mas eu temo isso”, completa Silva, que acreditava que a passarela pertencia ao DAE e servia como transposição de água entre os lados do bairro.

O secretário de Obras de Bauru, Jorge Roberto Monteiro, explica que não. “É uma passarela que está lá há mais de 20 anos. Eu me lembro de outras vezes que passei pela prefeitura, já houve reclamações e a gente reformou”, informa.

Sobre a reclamação atual, o secretário diz que já havia sido informado. “Não me lembro se na semana passada ou na semana do Carnaval”, confunde-se, mas afirma que a equipe da secretaria já visitou o local. “Estamos providenciando o orçamento para fazer o que for necessário”, finaliza.

Comentários

Comentários