A Base Comunitária Sul da Polícia Militar (PM), localizada ao lado da Praça Portugal, será transferida para o terreno da área verde. A mudança atende a um pedido do Departamento de Água e Esgoto (DAE), preocupado com as condições de segurança do prédio atual, construído sobre uma adutora da autarquia.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Pires, afirma que a prefeitura aguarda apenas o final do processo licitatório que irá regularizar o funcionamento das lanchonetes instaladas na praça para autorizar a transferência. “Isso já está certo. A base deve ir para um dos locais que ficarão livres”, revela.
Apenas três dos seis comerciantes que trabalham no local receberão autorização para continuar exercendo as suas atividades, desde que preencham os requisitos exigidos pela administração municipal.
Segundo Pires, o departamento jurídico da prefeitura está analisando a documentação entregue pelos vencedores da licitação. “Assim que esse processo estiver concluído, a desocupação das lanchonetes que não forem contempladas terá que ser imediata”, diz.
A informação é confirmada pelo chefe de Gabinete da prefeitura, Antônio Sérgio Marsola. “Já está definido que a base passará para um dos pontos da praça, ainda a ser definido, depois que estiver concluída a análise jurídica da licitação que foi realizada”, declara.
Vantagens
Para o comandante da base da PM, tenente João da Costa Duarte, ficar perto do endereço atual é importante. “É um local estratégico, porque fica no centro da nossa área de atuação. Partindo dali, é fácil atender a qualquer ocorrência na região Sul. Estamos aguardando um posicionamento da prefeitura para que possamos construir”, relata.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, Primo Mangialardo, afirma que o órgão iniciou um trabalho para arrecadar materiais de construção para a obra. “Já conseguimos a doação de ferro, piso, tinta e tijolo. Resta só a prefeitura dar o sinal verde”, declara.
Mangialardo revela que a intenção do Conseg é aproveitar a presença de representantes da prefeitura na próxima reunião do órgão, agendada para o dia 10, para pedir que haja uma definição mais rápida quanto à retirada de parte das lanchonetes da praça.
O comerciante Antônio Carlos Martins, que está participando do processo licitatório, também é favorável à presença da base na área verde. “É uma medida que já poderia ter sido tomada antes. Quanto mais segurança e policiais circulando por ali, melhor”, opina.
Segundo a assessoria de imprensa do DAE, a autarquia não estabeleceu um prazo para que a base deixe o espaço que ocupa atualmente, mas espera que isso possa ser feito brevemente já que, em caso de rompimento da adutora, o prédio correria o risco de afundar.
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Barulho
A aglomeração de pessoas na Praça Portugal, especialmente aos finais de semana, gerou reclamações de moradores da região no início do ano, quando a área verde passou a absorver parte do movimento que migrou da avenida Getúlio Vargas após a proibição de estacionamento na via, implantada em dezembro de 2003.
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, Primo Mangialardo, a transferência da Base Comunitária Sul da Polícia Militar (PM) para a praça irá resolver o problema. “A tendência é acabar com o barulho, o que irá beneficiar quem mora por ali”, opina.
O aposentado Luiz Buccalon Netto revela que o movimento de pessoas diminuiu a partir do momento em que a PM intensificou a fiscalização na praça. “Mas o barulho continua incomodando”, relata.
Cansado do problema, ele procurou o Ministério Público (MP) para pedir providências em relação ao fato. “Vamos aguardar o que poderá ser feito”, diz.