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Internet auxilia na 'pirataria branca'

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O estudante Earl Garmes de Oliveira tem o hábito de fazer “download” (receber arquivos) de músicas da Internet e mantém uma grande coleção de MP3 (arquivos de música) em seu computador. No entanto, ele afirma que não deixa de comprar CDs originais, mesmo tendo a possibilidade de conseguir todas as faixas de um disco na rede mundial de computadores.

“Eu uso a Internet para conhecer o trabalho dos artistas. Se eu não gosto muito, ‘baixo’ apenas as músicas que me interessam. Se eu curtir, prefiro comprar o CD original. Acho o preço do CD caro, mas mesmo assim, prefiro comprar. Se eu gosto do artista, não meço esforços para ter o disco original”, afirma.

O vendedor Sílvio Luiz Vieira, que é funcionário em uma loja de discos, comenta que essa situação é comum entre os consumidores mais seletos. “A pessoa pode ‘baixar’ o CD todo no computador e deixar de comprar o original, mas por outro lado, temos clientes que escutam as músicas na Internet e depois querem comprar o CD porque gostaram muito”, aponta.

Ele comenta que houve casos de bandas que divulgaram discos completos na rede mundial antes do lançamento nas lojas. “Nós ficamos assustados, achando que não ia vender nada, mas ocorreu justamente o contrário: o CD estourou e todo mundo procurava”, declara.

Na opinião de Marcos José Querche da Cunha, sócio de duas lojas de discos em Bauru, a “pirataria branca” - das pessoas que fabricam seus discos em casa com o auxílio de gravadores de CD - tem causado redução nas vendas nos últimos anos. Entretanto, ele opina que este fenômeno indica o futuro para o mercado fonográfico.

“Em sete anos, praticamente não teremos mais CDs à venda. Cada um vai ‘baixar’ as músicas no seu computador e depois a cobrança por cada faixa será feita na conta telefônica ou pelo cartão de crédito (como já ocorre em algumas páginas da Internet)”, indica.

Às lojas especializadas em discos, para Cunha, ficará a função de oferecer o serviço da preparação do CD de acordo com as especificações do cliente. “Teremos de achar uma alternativa, oferecendo o recurso de fazer o ‘download’ das músicas e oferecer ao cliente. Ele apresentaria uma lista e nós gravaríamos o disco para ele, cobrando o preço das faixas”, finaliza.

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