Se você estiver em baixa na cama e não quiser recorrer ao Viagra, saiba que no “Ver-o-Peso”, o mercado público de Belém do Pará, encontrará a erva certa para levantar o moral.
Lá, entre barraquinhas de incenso, plantas de todos os tipos, verduras e frutas típicas da Amazônia e, claro, do “cheirinho do Pará, os clientes encontram também um braço amigo: das barraqueiras do “Ver-o-Peso” que são uma instituição em Belém.
Vendem ervas, ensinam como usá-las e prepará-las e dão conselhos sempre bem-vindos para quem anda desestimulado com a vida, quer arrumar um amor ou conseguir emprego.
O calor humano é um dos trunfos do mercado que passou por remodelações, mas não perdeu seu charme característico. Está instalado junto ao Porto de Belém, próximo a recém-construída Estação das Docas.
Agora, conta com coberturas brancas, como aquelas tendas erguidas em noites de festa. Ao lado, fica a ala antiga, um imenso prédio onde pescado de todo tipo é comercializado. Uma festa! O quente, atualmente, é o filhote, um peixe saboroso que está sempre presente na mesa paraense.
Simpatias e fé
No Ver-do-Peso há simpatias para qualquer situação. Por isso, não estranhe se presenciar a venda dos órgãos genitais da fêmea do boto ou os olhos desse cetáceo que é a mais popular figura lendária do imaginário amazônico.
A área do mercado que fica em frente à Baía do Guajará, abriga aproximadamente 600 feirantes. Segundo um dos poetas paraenses, Edwaldo Martins, “ a cor do local, o paraensismo, o modo de viver dos de Belém, está no Ver-o-Peso”.
Trata-se de um ancoradouro que nasceu simples, hoje está mais moderno, limpo e arejado, mas que continua servindo de lugar de venda dos pitorescos barcos de pesca, canoas, artesanato amazônico e tudo o mais que uma feira popular, das boas, oferece.
Um festival de iguarias, cheiros, temperos, cores, velas, flores e vidros de magia para espantar qualquer urucubaca.
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De onde vem o nome
O Ver-o-Peso tem esse nome porque, na época da colonização portuguesa, era o local onde funcionava a Casa do Haver-o-Peso, onde era pesada a mercadoria vinda do Interior para a cobrança dos impostos devidos à Coroa.
Os fortes cheiros que exalam por toda a região, cercada de casarões centenários, vêm da variedade das espécies de peixes, verduras, frutas, plantas e ervas medicinais, usadas para o preparo de chás e de remédios.
Aproveite para comprar “souveniers” para os amigos: garrafinhas com nomes engraçados como “Chora nos meus pés” e “Pega e não me larga”.