Há quase 5 anos os bauruenses estão vivendo com a epidemia de Leishmaniose. Esta doença é transmitida ao homem através da picada de várias espécies de Flebotomíneos. Apenas as fêmeas se alimentam de sangue. Cada fêmea coloca até 70 avos nas folhas úmidas, frutas podres no chão, etc, e num prazo de 70 dias teremos até 70 insetos que vão viver até 30 dias, buscando alimentos num raio de até 200 metros. Vejam a proporção que vai tomando a falta de controle populacional destes insetos!
Em 1999 fizemos uma palestra com especialistas no assunto (Leishmaniose) junto com a USC, Universidade do Sagrado Coração, aberta ao público. Dentro do que foi explicado, hoje sabemos que o município não tomou todas as medidas profiláticas para conter os focos iniciais, porém toda a população bauruense tem sua parcela de responsabilidade, quando não retira lixo orgânico de suas casas (folhas úmidas, frutas em estado de putrefação, fezes, madeiras pobres, etc). Quando os proprietários das casas desabrigadas ou terrenos em zona urbana não limparam, quando a prefeitura não decretou medidas cabíveis e urgentes contra estes negligentes proprietários, quando a prefeitura não promoveu mutirões de limpeza. Mas agora só nos resta correr atrás do prejuízo e vamos proteger nossos animais de estimação utilizando coleira repelente, conforme pesquisa da Unesp de Araçatuba, que comprova sua “eficiência”. Vamos limpar nossos quintais “diariamente”, porque só o poder público atuando, bem ou mal, não vai conter a epidemia. Vamos denunciar ao Departamento de Saúde Coletiva, fones 3235-1448 e 3235-1458, nossos vizinhos relapsos com a limpeza. Vamos exigir através dos meios de comunicação, fax à Câmara Municipal, fone 3235-0601, que o município atue mais ostensivamente. A população não pode se acomodar diante da epidemia, pois toda sua família está correndo risco de se contaminar.
Ângela Maria Heiffig da Silva - presidente da U.I.P.A. - Bauru - RG 7.413.512