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Resultado de DNA sai, mas é retido

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Saiu o resultado do exame de DNA que vai confirmar se o supervisor de obras Carlos Alberto de Souza é o Carlinhos, menino seqüestrado no Rio de Janeiro em 1973. No entanto, o mistério sobre um dos casos de desaparecimento mais famosos do Brasil continua. O Instituto Vital Brasil ainda não sabe quando divulgará a conclusão dos testes realizados por quatro laboratórios.

De acordo com o presidente do instituto, Oscar Berro, o supervisor de obras e a mãe de Carlinhos, Maria Conceição da Costa, ainda vão agendar uma data para receber conjuntamente a resposta, contida num envelope lacrado. Ele descartou a possibilidade dos dois obterem a informação no final de semana.

Tanto Berro quanto a família e colegas de Carlos Alberto garantem que ele ainda não sabe se é o menino carioca que alterou a rotina de uma geração com seu desaparecimento. O único indício novo que poderia indicar se a busca de Maria Conceição chegou ao fim é um ato falho do presidente do instituto.

Ao conversar com o JC, Berro disse que a abertura dos envelopes dependia da data que será definida por Maria Conceição e Carlinhos. Ao perceber que tinha pronunciado o nome do menino, rapidamente se corrigiu e substituiu pelo de Carlos Alberto.

Os outros sinais que apontam para a mesma direção são uma cicatriz no joelho, uma cavidade do lado esquerdo do rosto e uma mancha do lado direito, que são comuns aos dois (Carlinhos e Carlos Alberto). Porém, um vestígio aponta para outro lado: Maria Izabel de Souza veio a público para dizer que é a mãe biológica de Carlos Alberto, com que está magoada pela desconfiança.

Intrigante é que ela morou no Rio de Janeiro entre o final da década de 60 e início da década de 70. Também é curioso o fato de Carlos Alberto não se recordar da infância.

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