Tribuna do Leitor

E-mail para o ministro chefe da Casa Civil


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No dia 29 de fevereiro próximo passado resolvi enviar aos “chefes” de nosso país uma mensagem que provavelmente nunca será lida, mas expressa toda a minha indignação diante do desrespeito à população brasileira. Passo, portanto, a transcrevê-la. "Excelentíssimo ministro Chefe da Casa Civil da República Federativa do Brasil, senhor José Dirceu: tenho profundo respeito pelo cargo e até mesmo pela pessoa de Vossa Excelência, vez que o conheci por suas lutas, como oposicionista de um regime político arcaico, que não tinha outro destino, senão findar-se sem deixar saudades. Assim, me permito comentar os últimos acontecimentos no governo do qual Vossa Excelência é parte. Diante de um desemprego de 11,7%, um PIB de -0,2%, uma retração total da economia e um descrédito total em um presidente da República que confunde mandato com vaucher de viagem, lhe pergunto: 1º Pode um chefe de Estado que numa semana quer regularizar os bingos, noutra simplesmente com uma “canetada” criar mais 320.000 desempregados para salvar a cabeça de seu colega, no caso Vossa Excelência que em tese não sabia absolutamente nada sobre o lado podre do senhor Waldomiro Diniz, e também não procurou saber antes de convidá-lo para sua assessoria?

Saiba que neste nosso país ninguém arruma emprego sem trazer referências. 2º Como Vossa Excelência consegue manter-se no cargo sabendo que pairam sobre seu ex-assessor denúncias que atingem o tempo em que ele foi subordinado à sua pessoa, segundo informações jornalísticas, chegando a negociar R$1 bilhão (um bilhão de reais) para a campanha de vosso partido para as eleições municipais? Acredito que estamos diante de um quadro típico de culpa “in eligendo”, isto é, aquela que obriga o chefe a responder pelos erros e prejuízos causados por seus subordinados, até mesmo porque ele os escolheu. Infelizmente, as esperanças no governo do excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva se acabaram, pois este mostrou-se passional e volátil no que tange suas ideologias e crenças políticas.

Este não é o Lula que o povo brasileiro elegeu, mas sim um governante que está a cada dia provando a tese de que a direita no poder não presta, mas a esquerda é muito mais tendente ao autoritarismo que a direita. Quanto a Vossa Excelência que, inegavelmente, entende mais do que eu do correr da carruagem política acredito, saiba desde já que sua mantença no governo seria uma imprudência, pelo menos até sejam elucidados os fatos que envolvem seu assessor. Respeitosamente” (César Lopes Júnior - RG 18.221.150 OAB/SP 148.519)

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