Tempo de reflexão. Este é o resumo do que significa a Quaresma para os católicos. Um período de 40 dias que tem início após o Carnaval, na Quarta-feira de Cinzas, e termina na Páscoa, com a ressurreição de Jesus. Nesses dias, durante séculos, os fiéis faziam jejum absoluto e se dedicavam totalmente às orações.
Nos tempos modernos, especialmente nas cidades maiores, a Quaresma sofreu modificações ou acompanhou a evolução do homem, que tem que trabalhar, estudar e continuar a vida. O jejum passou a ser feito só na Sexta-feira Santa e hoje se resume à não ingestão da carne vermelha. Mas ainda existem os católicos que “guardam” todas as sextas-feiras da Quaresma.
Para as pessoas mais antigas e moradores de pequenos municípios, a Quaresma é tempo de sacrifício e cada um dos católicos adota postura específica neste período. Geralmente, eles se privam de algo de que gostam muito. Uns deixam de cortar o cabelo, outros não ingerem bebidas alcóolicas, não fumam, não comem chocolate, não pintam a unha e há ainda aqueles que fazem jejum por um dia ou deixam de comer carne na Sexta-feira Santa.
Seja qual for o sacrifício, a intenção é sempre a mesma: alcançar uma graça. Um pouco de paz, saúde, emprego ou até uma mudança de comportamento que melhore a vida de determinada comunidade.
A ferramenta usada pelos católicos para chegar a Deus é a oração e é ela que leva milhares de fiéis a acompanhar a programação quaresmal da igreja. Na região de Bauru, há um resgate das atividades religiosas que há muito deixaram de ser feitas nos municípios maiores e nas grandes metrópoles.
As novenas domiciliares, as procissões, as penitências e os sacrifícios ainda estão na lista das prioridades dos moradores mais antigos da região que não poupam esforços na Quaresma, acordando antes das 5h para acompanhar a procissão.
Em Arealva (41 quilômetros ao Norte de Bauru), a procissão está sendo realizada todas as quintas-feiras da Quaresma. A mesma atividade, em outra versão, está sendo desenvolvida em Reginópolis (70 quilômetros ao Norte de Bauru). Em Iacanga (50 quilômetros ao Norte de Bauru), a comunidade faz novenas domiciliares até a Páscoa.